Cancelada na Venezuela, série sobre Chávez estreia no Brasil

SÃO PAULO, 6 MAR (ANSA) - Muito criticada na Venezuela, a série "El Comandante - La Vida Secreta de Hugo Chávez", que promete mostrar os bastidores do poder do ex-presidente venezuelano desde sua primeira vitória em 1999 à Presidência do país, chega ao Brasil nesta segunda-feira, dia 6.   


O seriado, que conta com 60 episódio de 45 minutos cada e é produzida pela Sony, passará de segunda a sexta-feira à meia-noite na emissora "TNT" e terá o nome "Hugo Chávez - O Comandante".   


A série narra a história de um dos líderes mais famosos da Venezuela, da sua infância longe da família até sua morte devido ao câncer, mas não agradou nem os setores governistas e nem a oposição. Segundo o atual presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse que a série "é um verdadeiro lixo" e que está pronto para fazer uma "verdadeira batalha" contra "as mentiras criminosas" que vão afetar a memória do ex-presidente, "de um homem gigante como Hugo Chávez". Ele ainda prometeu fazer uma série do governo sobre "El Comandante". A segunda esposa de Chávez, Marisabel Rodríguez, usou o Twitter para atacar a Sony, que produziu a série. "Covardia sem limites.   


Sony não teve coragem para lançar a série com O Comandante vivo e tiveram que esperar sua partida física para atrever-se", escreveu. Já os opositores temem que a série possa "reforçar" a imagem de "semideus" tida por Chávez. Ao ser divulgado o primeiro trailer da série, em outubro do ano passado, muitos políticos anti-chavistas criticaram a publicação por "idolatrar um homem que destruiu o país".   


As críticas foram tantas que A Comissão Nacional para as Telecomunicações da Venezuela (Conatel) vetou que a série fosse transmitida por qualquer emissora do país. Em comunicado oficial, o órgão declarou que a série "constitui um atentado contra o gigantesco legado que Hugo Chávez deixou e por isso sua difusão é ilegal". No final de janeiro, o canal "RCN'" transmitiu o lançamento da série, mas a Conatel bloqueou o sinal da emissora durante a exibição e pediu para que os cidadãos denunciassem qualquer difusão "pirata" do programa. Para tentar melhorar um pouco a sua imagem em outros países da América Latina, como o próprio Brasil, os produtores do programa deixaram claro que ele é baseado em fatos reais, mas é uma ficção, com personagens exagerados, modificados ou até que não existem. (ANSA)
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