Renzi confirma candidatura a líder do maior partido italiano

ROMA, 06 MAR (ANSA) - O ex-primeiro-ministro da Itália Matteo Renzi, 42 anos, confirmou nesta segunda-feira (6) sua candidatura para voltar ao cargo de secretário do social-democrata Partido Democrático (PD), a maior legenda do país na atualidade.   

Com isso, o ex-premier desafiará o ministro da Justiça Andrea Orlando e o governador da Puglia, Michele Emiliano. A candidatura de Renzi foi depositada no início da noite, faltando poucos minutos para a conclusão do prazo.   

Segundo pessoas próximas ao ex-primeiro-ministro, ele conseguiu reunir cerca de 37 mil assinaturas em seu apoio, muito mais que as 2 mil necessárias para alguém disputar a liderança do PD. As primárias para escolher o próximo secretário do partido serão no dia 30 de abril, e poderão participar inclusive os cidadãos que não são filiados à legenda.   

O cargo era ocupado por Renzi até fevereiro, quando o ex-premier cedeu às pressões de seus adversários internos, insatisfeitos com a condução do partido e fortalecidos pela derrota do correligionário no referendo constitucional de 4 de dezembro, e renunciou - assim como, dois meses antes, abandonara a cadeira de primeiro-ministro.   

Contudo, uma pesquisa realizada pelo instituto Index Research mostra que Renzi é franco favorito para vencer as primárias do PD. De acordo com a sondagem, ele tem 55% das intenções de voto, contra 22% de Orlando e 20% de Emiliano. Na prática, o secretário do partido é também líder e candidato a primeiro-ministro nas eleições parlamentares.   

Os desafiantes - Expoente da ala dos descontentes com Renzi, Michele Emiliano, 57 anos, foi o primeiro a confirmar sua candidatura. Desde 2015, ele governa a Puglia, uma das regiões mais pobres do país, depois de ter sido prefeito da capital Bari, entre 2004 e 2014. Contudo, goza de boa avaliação popular.   

Sua intenção é concorrer ao cargo de premier, ao contrário de Andrea Orlando, 48 anos, que já disse ser contra o "acúmulo de funções", indicando que, caso se torne secretário do PD, pode abrir espaço para outra pessoa disputar as eleições nacionais.   

Ministro da Justiça desde 2014, ele foi colocado no governo pelo próprio Renzi, mas passou a se opor à recondução do ex-premier ao cargo de secretário de Partido Democrático, embora tenha uma postura mais branda que Emiliano.   

Orlando é líder de uma ala chamada "jovens turcos", que reúne políticos na faixa dos 40 anos e provenientes da antiga Democracia Cristã. Foi ele o responsável por dar o último aval à extradição ao Brasil do ex-banqueiro Henrique Pizzolato, condenado no processo do Mensalão. (ANSA)
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