Coreia do Norte proíbe malaios de deixarem país

PEQUIM, 7 MAR (ANSA) - A Coreia do Norte anunciou nesta terça-feira (7) que nenhum malaio poderá deixar o país até a Malásia realizar uma investigação "imparcial" sobre o assassinato de Kim Jong-nam, irmão do líder norte-coreano Kim Jong-un.   

O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte notificou a embaixada da Malásia em Pyongyang que não permitirá a saída de nenhum cidadão até que possa garantir a segurança de seu povo e diplomatas no país do sudeste asiático, segundo nota emitida pela agência de notícias estatal "KCNA".   

A decisão acontece um dia após Pyongyang expulsar o embaixador da Malásia na Coreia do Norte e declará-lo "persona non grata" por suas constantes críticas à investigação sobre a morte de Jong-nam.   

Em nota, o primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, condenou a medida pedindo a liberação imediata dos cidadãos e afirmou que instruiu a polícia para também bloquear a partida de cerca de mil norte-coreanos "enquanto não ter a certeza da segurança dos nossos cidadãos". O governo malaio informou que há 11malaios na Coreia do Norte.   

Segundo o vice-ministro das Relações Exteriores, Reezal Merican, três são funcionários da embaixada.   

Kim Jong-nam foi assassinado no dia 13 de fevereiro na aeroporto de Kuala Lumpur, na Malásia, após ser envenenado com o agente nervoso XV, considerado uma arma química, por duas mulheres - uma indonésia e outra vietnamita, que estão detidas. (ANSA)
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