Hungria aprova lei de prisão sistemática de imigrantes

ROMA, 7 MAR (ANSA) - O Parlamento da Hungria aprovou nesta terça-feira (7) uma lei que prevê a prisão automática de todos os imigrantes solicitantes de asilo ou refúgio que entraram no país antes da decisão final sobre seus requerimentos. De acordo com a mídia local, estes imigrantes detidos serão colocados em campos de reclusão na fronteira com a Sérvia e a Croácia, onde permanecerão até a análise definitiva de seus pedidos. O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, disse que o fluxo contínuo de imigrantes deixa o país "sob assédio", e que a Hungria está "sozinha" para se proteger. Segundo ele, os imigrantes podem abrir caminho para a entrada de terroristas. A ONG Anistia Internacional (AI) definiu a nova lei como "inaceitável", alegando que fere os direitos dos imigrantes. A entidade pediu que a União Europeia (UE) intervenha, mostrando para a Hungria que "essas medidas ilegais e profundamente desumanas terão consequeências". "Colocar todos os imigrantes e refugiados em um container não é uma política de refugiados. É evitar ter uma [política de refugiados]", disse a ONG em um comunicado.   

A polêmica lei tinha sido retirada em 2013 sob pressão da União Europeia e do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur). A Hungria está entre uma das rotas de imigrantes à Europa.   

Milhares rde refugiados tentam cruzar o país para chegar à Europa Ocidental, mas o governo húngaro adota medidas restritivas de trânsito de imigrantes. A União Europeia pressione o país para que adote medidas que resolvam a crise, mas não desrespeitem os direitos humanos. (ANSA)
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