Após piada de Hollande, premier da Polônia rebate críticas

BRUXELLAS, 10 MAR (ANSA) - Após ser contra a reeleição do ex-primeiro-ministro da Polônia Donald Tusk como presidente do Conselho Europeu, a atual primeira-ministra do país, Beata Szydlo, foi alvo de diversas piadas feitas por líderes europeus na noite desta quinta-feira (9).   

As críticas surgiram durante jantar que reuniu a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente da França, François Hollande, e o primeiro-ministro da Bélgica, Charles Michel.   

Michel chamou as atitudes da polonesa de "infantil" e "inaceitável" e a acusou de querer exportar conflitos nacionais na Europa. "Você tem princípios, nós temos fundos", ressaltou Holande. Já Merkel advertiu Szydlo. "Chega com esses ataques anti-alemães. Por favor, pare de repetir a mesma coisa constantemente".   

Na manhã desta sexta-feira (10), Beata Szydlo rebateu às piadas, principalmente à feita por Hollande, durante coletiva de imprensa. "Você pode levar a sério a chantagem de um presidente que tem apenas 4% de apoiadores e que em breve vai deixar o seu posto? A Polônia não tem medo de qualquer chantagem de nenhum país", disse.   

"Os países do Oriente têm trabalhado duro para construir a UE, temos os mesmos direitos e obrigações. Estas são coisas que aprofundam as divisões. Sem dúvida, na noite passada houve uma troca de palavras fervorosas entre os líderes, porque eu não queria aceitar as conclusões", acrescentou a premier.   

Beata Szydlo, expoente do partido conservador e eurocético, não queria a recondução de um adversário interno à presidência do Conselho. Em determinado momento, Varsóvia ameaçou até iniciar uma batalha legal caso Tusk fosse reeleito.   

Contudo, a Polônia acabou ficando sozinha na briga, já que dois de seus principais aliados no grupo Viségrad, República Tcheca e Eslováquia, deram apoio explícito ao ex-premier.   

"Há líderes que pensam que tudo pode ser comprado com dinheiro, mas esse não é o caso. Hoje eu tive a impressão de que muitos chefes de Estado e de governo podem ter se sentido desconfortável com o que aconteceu na noite passada", finalizou Szydlo.   

Com a renovação do mandato, Tusk presidirá o Conselho Europeu, o principal órgão político da União Europeia, até 30 de novembro de 2019. (ANSA)
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