Eleições na Holanda esquentam com primeiro debate na TV

BRUXELAS, 13 MAR (ANSA) - Faltando dois dias para as aguardadas eleições parlamentares na Holanda, os dois principais candidatos em disputa fizeram na noite desta segunda-feira (13) o primeiro e último debate televisivo da campanha.   

O primeiro-ministro Mark Rutte, do Partido Popular para a Liberdade e Democracia (VVD), ficou cara a cara com Geert Wilders, líder do ultranacionalista, eurocético e anti-imigração Partido para a Liberdade (PVV), que liderou a maioria das pesquisas, mas recentemente foi ultrapassado pelo VVD.   

Com a promessa de evitar a "islamização" da Holanda, Wilders causa pânico na União Europeia, já que poderia trabalhar para tirar o país do bloco. Embora pequena, a nação dos canais possui um grande peso simbólico, já que fundou a UE e sediou a assinatura do acordo que a criou oficialmente, o Tratado de Maastricht, em fevereiro de 1992.   

Historicamente, a Holanda sempre foi um país pró-Europa, mas o partido de Wilders vem experimentando um notável crescimento nos últimos anos. Segundo as últimas pesquisas, o VVD deve conquistar 24 das 150 cadeiras do Parlamento, seguido de perto pelo PVV, com 22.   

Ainda que reverta essa projeção, é improvável que o Partido para a Liberdade consiga os números necessários para formar um governo. "Você não é o primeiro-ministro dos holandeses, mas sim dos estrangeiros", atacou Wilders, que acusa o premier de priorizar imigrantes e solicitantes de refúgio.   

Por sua vez, Rutte chamou de "enganosas" as propostas do ultranacionalista de fechar fronteiras e mesquitas e de proibir o Corão.   

No último fim de semana, Wilders tentou pegar carona na crise diplomática com a Turquia, após Amsterdã ter proibido a participação de dois ministros turcos em um comício na cidade de Rotterdam. Usando sua tradicional retórica anti-Islã, o ultranacionalista citou a Turquia como exemplo de país muçulmano autoritário e perigoso para a Europa.   

"Quero que a Holanda seja o primeiro país a frear essa tendência populista", afirmou Rutte nesta segunda-feira, ainda antes do debate, fazendo um alerta a seus eleitores: "Lembrem-se do Brexit. Todos pensávamos que não aconteceria. E lembrem-se das eleições americanas. Não cometamos outros erros. Essas eleições são cruciais".   

As eleições na Holanda serão as primeiras de uma série de três que podem determinar o futuro da UE: entre abril e maio, a França escolherá seu novo presidente, em uma disputa liderada pela ultranacionalista Marine Le Pen (Frente Nacional); em setembro, será a vez da Alemanha, onde os populistas despontam como terceira força. (ANSA)
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