Ex-presidente catalão é condenado por plebiscito separatista

MADRI, 13 MAR (ANSA) - O ex-presidente da Catalunha Artur Mas foi condenado a dois anos de interdição de cargos públicos por conta do plebiscito separatista simbólico realizado em 9 de novembro de 2014, quando mais de 80% dos eleitores defenderam a soberania da comunidade autônoma.   

Segundo sentença do Tribunal Superior de Justiça da Catalunha, Mas desobedeceu determinações da Corte Constitucional ao realizar a consulta popular, que havia sido proibida por Madri.   

Ele ainda terá de pagar uma multa de 36,5 mil euros.   

A ex-vice-presidente da região Joana Ortega (21 meses de interdição e multa de 30 mil euros) e a ex-secretária de Educação Irene Rigau (18 meses e 24 mil euros) também foram condenadas. Como ainda cabe recurso ao Tribunal Supremo, a sentença não tem efeito imediato.   

"No Estado espanhol, a lei não é igual para todos. O governo desobedeceu a Corte Constitucional muitas vezes, mas nada aconteceu. As pessoas são perseguidas por causa de suas ideias políticas", afirmou Mas, dizendo estar "sereno".   

A sentença também foi criticada por partidos separatistas, como o Esquerda Republicana da Catalunha (ERC), que a chamou de "antidemocrática", e o Candidatura de Unidade Popular (CUP), que falou que todos os independentistas foram "interditados".   

Essas legendas, que apoiam o atual presidente da região, Carles Puigdemont, pretendem convocar um novo plebiscito para setembro, apesar da firme oposição do primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy. (ANSA)
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