Documentário relembra vida de ex-premier italiano Aldo Moro

ROMA, 16 MAR (ANSA) - Há quase 40 anos de sua morte, que serão completados em 9 de maio do ano que vem, um documentário vai retratar e mostrar a vida do ex-primeiro-ministro italiano Aldo Moro, sequestrado e morto pelo grupo de extrema-esquerda Brigadas Vermelhas em 1978.   

Moro, que foi sequestrado há exatos 39 anos, no dia 16 de março de 1978, era o líder da democracia cristã e um dos maiores expoentes da política italiana naqueles anos. Sua morte é alvo de várias teorias, especialmente, pelo fato do governo daquela época ter se negado a negociar com os sequestradores para libertar Moro.   

Um dos historiadores que mais estudaram o caso, o italiano Sergio Flamigni, diz que o grupo extremista foi "orientado" pela Gladio - uma rede dirigida pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para executar o crime. No entanto, a ligação nunca foi comprovada.   

Sua morte ocorreu no momento em que Moro, de orientação de centro-esquerda, havia proposto uma aproximação ao Partido Comunista Italiano.   

O corpo do ex-premier foi encontrado com 10 marcas de tiros em um Renault vermelho na via Caetani, em Roma, próximo à sede do partido Democracia Cristã.   

O documentário feito pela "Sky Arte HD", que foi realizado pela Ruvido Produzione, escrito por Giuseppe Longinotti e dirigido por Giuseppe Banchi, tenta resgatar o valor e a importância da obra de Moro, que também foi professor e jurista, ao público mais jovem. O especial já foi até apresentado em primeira mão ao atual presidente da Itália, Sergio Mattarella, durante essa semana.   

No centro do longa, há o líder italiano desde quando era jovem passando pelo estadista - deixando sempre um amplo espaço para seus aspectos mais humanos. Mostra ainda toda a sua preparação e seu conhecimento cultural e sua "vocação" pedagógica, especialmente no diálogo com os mais jovens.   

Além de testemunhos de amigos e políticos da época, o documentário conta com uma vasta documentação histórica vinda com a parceria com o Arquivo Flamigni. Entre os principais pontos destacados, o longa retoma a "missão" de uma das mais importantes figuras da política italiana.   

"Melhor errarmos juntos do que ter razão sozinho", dizia Moro aos seus pares.   

O documentário fecha com uma reflexão de Moro, retirada de seus textos filosóficos sobre o Direito de 1943 e que revelam seu pensamento moral. "Talvez, o destino do homem não é o de realizar plenamente a justiça, mas o de ter, perpetuamente, fome e sede de justiça. Mas, é sempre um grande destino", escreveu.   

(ANSA)
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