Em Berlim, Merkel recebe candidato francês à Presidência

SÃO PAULO, 16 MAR (ANSA) - Um dos líderes da corrida presidencial na França, Emmanuel Macron, foi recebido nesta quinta-feira (16) pela chanceler alemã, Angela Merkel, em Berlim. O encontro, que durou cerca de uma hora, chamou a atenção pelo francês não fazer parte de um "partido amigo" do União Democrata-Cristã (CDU), comumente recebidos pela líder do governo alemão. Segundo o porta-voz de Merkel, Steffen Seibert, a reunião não tinha como objetivo "demonstrar apoio" da chanceler ao candidato, mas apenas para tratar sobre como seriam as "relações com a França" em caso de vitória de Macron, que lançou seu partido "Em Movimento" pouco antes de anunciar sua candidatura à Presidência.   

Uma fonte da reunião informou ao site "Europe 1", que os dois políticos fecharam pontos de "convergência", incluindo uma "cooperação reforçada" na Europa.   

Antes do vice-líder da corrida eleitoral, Merkel havia recebido em janeiro o candidato dos Republicanos, François Fillon. O partido do candidato é considerado um "aliado" do CDU e estava quase certo no segundo turno. No entanto, com um escândalo que empregos fictícios que afetou sua candidatura, Fillon deixou o posto de favorito.   

Seibert não informou se Merkel receberá o representante dos socialistas, Benoît Hamon, mas afirmou veementemente que ela não se encontrará com a líder da disputa Marine Le Pen, do partido de extrema-direita Frente Nacional.   

Nas eleições de 2012, a chanceler negou um encontro com o socialista François Hollande, que foi eleito, e se reuniu apenas com Nicolás Sarkozy, dos Republicanos. A mídia alemã debate muito a visita de Macron a Merkel, já que os dois não teriam muitas afinidades políticas. No entanto, com a concreta possibilidade de vitória de Le Pen - o que significaria a maior crise na história da União Europeia -, o governo alemão vê o candidato independente como "a luz no fim do túnel". A líder ultranacionalista já prometeu tirar a França da zona do euro e da União Europeia e reforçar as fronteiras, minando a estabilidade política de todo o continente. Macron, por sua vez, anunciou que pretende fazer reformas de trabalho e educação, mas informou que irá respeitar o teto de gastos públicos previstos pela União Europeia, em um sinal de alívio para o governo de Merkel. A chanceler também enfrentará eleições gerais, mas o quadro dos movimentos céticos europeus ou ultranacionalistas aparenta estar mais controlado. Merkel tem como grande rival na corrida eleitoral o ex-presidente do Parlamento Europeu Martin Schulz, do Partido Social-Democrata (SPD). No entanto, qualquer partido que seja o vencedor, manterá a Alemanha com a linha adotada por Merkel, em defesa da União Europeia. (ANSA)
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