Itália reforça segurança para 60 anos dos Tratados de Roma

ROMA, 17 MAR (ANSA) - A Itália está preparando um esquema de segurança especial para a celebração pelos 60 anos dos Tratados de Roma, marcada para o dia 25 de março.   

Na ocasião, a "cidade eterna" receberá líderes de toda a União Europeia para homenagear os acordos que estabeleceram as bases para a criação do bloco. Além disso, também estão previstas manifestações de grupos eurocéticos, que devem reunir inclusive alemães, gregos e franceses.   

A Polícia formará duas zonas de segurança máxima em Roma: uma delas, chamada de "área azul", será aquela por onde circularão os líderes europeus, no centro histórico da capital; já a outra, batizada de "área verde", será uma espécie de "amortecedor" com 18 bloqueios para evitar que os manifestantes se aproximem dos políticos.   

A proteção será feita por cerca de 3 mil agentes, incluindo esquadrões antibombas, atiradores de elite e policiais com cães.   

As pessoas que participarem dos protestos também não poderão usar capacetes, chapéus ou outras peças que escondam o rosto nem soltar rojões.   

O 60º aniversário dos Tratados de Roma será a ocasião para os líderes da UE tentarem "relançar" o bloco, anunciando um modelo com diferentes velocidades de integração. Em um rascunho da "Declaração de Roma", os 27 membros da União Europeia - com o Reino Unido já excluído - se comprometem com essa ideia, mas não de forma explícita.   

O projeto para uma UE a diferentes velocidades encontra resistência em algumas nações, como a Polônia, que teme que os países maiores diminuam suas contribuições para o bloco.   

"Queremos seguir em frente juntos, mas não queremos que a velocidade dessa Europa seja estabelecida pelos países mais relutantes", afirmou nesta sexta-feira (18) o primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni.   

Criar vários modelos de integração na União Europeia seria uma forma de combater o crescente sentimento eurocético dentro de suas fronteiras, que já levou à aprovação da saída do Reino Unido e pode eleger a ultranacionalista Marine Le Pen como presidente da França, o que seria fatal para o futuro do bloco.   

(ANSA)
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