Briga judicial entre Vivendi e Mediaset tem novo capítulo

MILÃO, 21 MAR (ANSA) - A companhia francesa Vivendi depositou um pedido de ressarcimento de danos por parte do grupo italiano Mediaset na justiça de Milão nesta terça-feira (21).   

De acordo com fontes judiciais, o pedido foi apresentado no início do procedimento civil contra a marca francesa hoje e pede o ressarcimento com base na afirmativa de que os italianos da holding Fininvest, que controla a marca italiana, fizeram uma "propaganda mediática difamatória" contra o grupo francês.   

Esse é mais um capítulo da briga judicial entre as empresas de Vincent Bollorè e Berlusconi iniciado no ano passado. O julgamento de hoje envolve duas denúncias da Mediaset/Fininvest contra a Vivendi, em processo que foi unificado pelo juiz civil Vincenzo Perrozziello.   

O primeiro caso refere-se à denúncia de "execução coativa" do contrato para a compra da Premium, o serviço de TV a cabo da marca italiana, pelos franceses. Há ainda o pedido de ressarcimento de "danos súbitos", equivalentes a 50 milhões de euros, para "cada mês de atraso na adequação" da compra, que deveria ter sido finalizada em 25 de julho de 2016, em um dano complexivo "não inferior a 1,5 bilhão de euros".   

No outro processo, a Fininvest pede o ressarcimento de uma cifra "não inferior a 570 milhões de euros referentes, entre outros pontos, à diminuição do valor das ações da Mediaset em relação ao que aconteceu, à falta de execução do mesmo quando foi dada a execução do contrato, além do evidente dano à imagem".   

No início do ano passado, as duas empresas acertaram a compra dos franceses da Premium e chegaram a fechar um contrato. No entanto, pouco antes dele entrar em vigor, segundo os italianos, a Vivendi exigiu mudanças no documento - algo que não recebeu apoio da família Berlusconi. Desde então, as duas empresas vem trocando acusações pelo caso.   

No fim do ano passado e início deste ano, a situação se agravou ainda mais com uma "escalada" na compra de ações da Mediaset pelo grupo de Bollorè - que começou com cerca de 3% das ações e, rapidamente, chegou a quase 30% dos títulos. Também por causa disso, os italianos abriram processos contra os franceses. (ANSA)
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