Primeiro debate na França tem 'todos contra Macron'

PARIS, 21 MAR (ANSA) - Uma pesquisa realizada pelo instituto Elabe para a emissora "BFM TV" apontou que o candidato independente Emmanuel Macron foi o mais convincente no primeiro debate para as eleições presidenciais na França, realizado na noite da última segunda-feira (20).   

Ex-ministro de Economia e líder de um movimento chamado "En Marche" ("Em Movimento"), Macron foi escolhido por 29% dos telespectadores entrevistados, seguido pelo eurodeputado de esquerda Jean-Luc Mélenchon (França Insubmissa), com 20%.   

Já a ultranacionalista Marine Le Pen (Frente Nacional), que disputa a liderança nas pesquisas com Macron, e o conservador François Fillon (Os Republicanos) foram os mais convincentes para 19% dos entrevistados cada um. Por fim, o ex-ministro da Educação Benoît Hamon, do governista Partido Socialista (PS), teve apenas 11% da preferência.   

No debate, Macron, ministro de Economia entre 2014 e 2016, até romper com o presidente François Hollande, acusou seus adversários de representarem a "velha política". "Eu criei um movimento novo, que quer renovar o país", afirmou o candidato, que foi o alvo preferido de Le Pen, sua maior rival, e de Hamon, a principal vítima de sua ascensão.   

A ultranacionalista disse que Macron é a favor do "burkini", traje de banho islâmico que foi vetado em algumas praias da França, enquanto o socialista jogou dúvidas sobre os doadores que apoiam seu movimento. À primeira, o ex-ministro respondeu que não precisa de um "ventríloquo", ao segundo, que o financiamento de sua campanha é "transparente".   

Com dificuldades em deslanchar nas pesquisas, Hamon vem perdendo força dentro do PS, com alguns membros do governo anunciando apoio a Macron - especula-se que, nas próximas semanas, o ex-primeiro-ministro Manuel Valls, derrotado nas primárias socialistas, também deve abandonar seu candidato.   

Inédito na França, onde só havia acontecido confrontos televisivos no segundo turno, o debate também foi marcado por temas como imigração, segurança e laicidade do Estado. "Eu quero parar essa imigração, os franceses não aguentam mais. A França não pode oferecer trabalho que não existe nem para os franceses", disse Le Pen, que também defende a saída do país da zona do euro.   

Outros dois embates na TV ainda devem ocorrer antes do primeiro turno, marcado para 23 de abril. Até o momento, as pesquisas mostram Macron e Le Pen tecnicamente empatados na liderança, com boa vantagem sobre Fillon, que foi indiciado em um caso de empregos fantasmas envolvendo sua esposa e ocupa a terceira posição. (ANSA)
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