Atentado em Londres: O que sabemos até agora?

SÃO PAULO, 22 MAR (ANSA) - No aniversário de um ano dos atentados que mataram 32 pessoas em Bruxelas, capital da Bélgica, em 22 de março de 2016, a cidade de Londres, no Reino Unido, voltou a ser palco de um ataque terrorista.   

Ainda com a memória das explosões provocadas por jihadistas em julho de 2005, com 52 vítimas, a maior metrópole britânica ficou aterrorizada por conta de um novo atentado, cujas circunstâncias ainda permanecem envoltas em mistério.   

Veja o que já se sabe até aqui sobre a ação desta quarta-feira (22): O atentado - A Polícia Metropolitana de Londres ainda não esclareceu a dinâmica do atentado, mas a ação começou quando o agressor atropelou diversas pessoas na calçada da ponte de Westminster, situada em frente ao palácio homônimo, que abriga a sede do Parlamento, com um veículo modelo SUV.   

O carro seguiu pela área de pedestres até se chocar contra uma grade do edifício. O motorista desceu do automóvel armado com uma faca e tentou invadir o prédio do Congresso, mas foi contido por dois policiais, sendo que um deles acabou esfaqueado e morto.   

Segundo testemunhas, o outro começou a pedir ajuda, enquanto o agressor prosseguia sua corrida rumo ao Parlamento. Dois agentes à paisana o intimaram a parar e, ignorados pelo agressor, dispararam contra ele duas ou três vezes.   

As vítimas - Por enquanto, o balanço oficial da Polícia contabiliza três inocentes mortos, incluindo o policial esfaqueado e mais duas pessoas atropeladas. Baleado, o terrorista também morreu. Pelo menos 20 pessoas ficaram feridas, inclusive três policiais e três estudantes franceses.   

O agressor - A identidade do autor do ataque permanece desconhecida, mas testemunhas dizem que se tratava de um homem de meia idade. Uma imagem do resgate do agressor mostra um indivíduo robusto, de pele morena, cabeça raspada e barba. Ele estava vestido de preto. A Polícia diz que apenas um homem participou da ação, mas continua buscando eventuais cúmplices.   

A autoria - A Scotland Yard confirmou que o atentado foi um ato terrorista, mas nenhum grupo reivindicou sua autoria até o momento. Nas redes sociais, simpatizantes do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) comemoraram o ataque e o definiram como uma "vingança" pelos bombardeios britânicos em Mosul, ex-fortaleza da milícia no Iraque.   

O Reino Unido já foi palco de atentados de simpatizantes da Al Qaeda, em 2005, e de extrema-direita, em junho do ano passado, quando o ultranacionalista Tommy Mair assassinou a deputada Jo Cox, defensora da permanência do país na União Europeia. Autoridades - A primeira-ministra britânica, Theresa May, estava no Parlamento na hora do ataque, mas foi rapidamente evacuada do local, que suspendeu todas as suas atividades, e levada para seu gabinete na Downing Street. Já o Palácio de Buckingham, residência oficial da rainha Elizabeth II, teve sua segurança reforçada. (ANSA)
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