Base militar explode e Ucrânia evacua 20 mil pessoas

MOSCOU, 23 MAR (ANSA) - Cerca de 20 mil pessoas começaram a ser evacuadas na manhã desta quinta-feira, dia 23, da região do depósito de armas da base de Balakliya, perto de Kharkiv, ao leste da Ucrânia, devido a várias explosões no local.   

Segundo autoridades ucranianas, as explosões na base, que se encontra a cerca de 100 quilômetros de separatistas russos e que é usada para guardar milhares de toneladas de munição, entre mísseis e armas de artilharia, foi um ato de "sabotagem". Segundo o promotor militar ucraniano, Anatolii Matios, "antes das explosões foi ouvido o som de uma aeronave, parecido com o do voo de um drone, e depois dois pontos da base sofreram as explosões".   

Segundo o porta-voz do Ministério do Interior, Artiom Shevchenko, à publicação "112", "na Ucrânia está em curso um conflito híbrido, o inimigo faz de tudo para ameaçar a nossa defesa: segundo os serviços de segurança, isso é o que aconteceu em Balakliya". "As reformas que estão se desenvolvendo no nosso país acontecem em um período de guerra, a sabotagem de hoje demonstra isso. A guerra do leste não terminou, continua, assim como a atividade de sabotagem do inimigo, devemos entender isso", disse o vice-secretário do Conselho de Segurança Nacional, Volodymyr Sivkovych. Segundo o Exército local, a base de Balakliya tem mais de 350 hectares e guarda mais de 18 mil toneladas de munição, sendo o maior depósito do tipo da Ucrânia. Grande parte desses armamentos são usados nos confrontos contra rebeldes russos nas proximidades de Luhansk e Donetsk. De acordo com as autoridades do país, todas as pessoas a até 10 quilômetros de distância da base receberam ordem de evacuação para a segurança e até o momento não há notícias de mortos ou feridos. Os bombeiros ainda não conseguiram apagar o fogo das explosões já que elas continuam a acontecer e, por isso, o local ainda é muito perigoso para os agentes. Além disso, o espaço aéreo também foi fechado em um raio de 50 quilômetros. Morte de membro do Parlamento russo - Esta quinta-feira também foi marcada pelo assassinato de Denis Voronenkov, membro do Parlamento russo, de 45 anos, que deixou a Rússia com sua esposa, a cantora Maria Makasakova, para viver na Ucrânia no ano passado. Voronenkov, que havia conseguido cidadania ucraniana, foi encontrado morto nesta quinta em Kiev, assassinado a tiros.   

Segundo Shevchenko ainda à publicação "112", "é evidente que o homicídio do ex-deputado da Duma russa Denis Voronenkov pode ser vantajoso para o nosso inimigo principal, a Rússia, que conduz uma guerra aberta e destruidora contra nós". (ANSA)
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