Escola italiana é a mais inclusiva da Europa,aponta pesquisa

ROMA, 29 MAR (ANSA) - Alvo de algumas críticas, a escola italiana é a melhor da Itália em relação à redução das diferenças entre os estudantes mais ricos e os mais pobres em sala de aula em relação a matérias como língua italiana e matemática. No entanto, a diferença entre os mais e menos afortunados aumenta assim que os alunos saem do colégio. A informação é de um estudo elaborado e conduzido pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico baseado nos dados de pesquisas da Ocse-Pisa sobre o rendimento de alunos ricos e pobres (com média de 15 anos) e sobre a situação econômica, social e intelectual de adultos com mais e menos dinheiro (entre 27 e 28 anos). Na análise, foram considerados "estudantes avantajados" todos os que têm ao menos um pai com diploma universitário e mais de 100 livros em casa, e "desavantajados", os que os pais não fizeram faculdade e que contam com poucos livros em casa. "Os dados nos dizem que a escola italiana é uma escola inclusiva [...], entre os nossos adolescentes, as diferenças sócio-econômicas de partida pesam menos que em outros países", comentou a ministra da Educação, Valeria Fedeli, que ressaltou que, mesmo com esse resultado positivo, não se pode esquecer que entre os adultos as diferenças aumentam novamente.   

Por isso, Fedeli disse que "é muito importante investir também na aquisição de competências durante toda a vida e ajudar os jovens, principalmente os que estão em condições de desvantagem, a enfrentarem do melhor jeito a transição da escola aos estudos sucessivos ou ao mundo do trabalho". Sobre o estudo, o ex-primeiro-ministro Matteo Renzi disse que essa "foi a notícia mais bonita do dia". Para classificar as diferenças nas performances em língua italiana e matemática dos estudantes de 15 anos de mais de 40 países que participaram da pesquisa do Programme for International Student Assessment (Pisa) e dos adultos, que participaram do estudo do Programme for the International Assessment of Adult Competencies (Piaac), os especialistas do Ocse elaboraram um índice. Segundo ele, a diferença entre os alunos mais ricos e os mais pobres na faixa dos 15 anos em relação à aprendizagem da língua italiana é de 0,45 na Itália contra o nível internacional do Ocse de 0,48. Na Alemanha, por exemplo, o valor sobe para 0,49 e na Dinamarca ele atinge o 0,64. No entanto, na Itália, assim como em todos os países com exceção do Canadá, dos Estados Unidos e da Coreia do Sul, a diferença do conhecimento de línguas de adultos de 27 ou 28 anos cresceu em relação a anos anteriores. Na nação europeia, o valor fica em 0,67, enquanto o nível internacional está em 0,61. (ANSA)
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