Papa pede fim da violência no Paraguai e na Venezuela

CARPI, 02 ABR (ANSA) - O papa Francisco fez neste domingo (2) um apelo em defesa do fim da violência no Paraguai e na Venezuela, países da América Latina que vivem um momento de alta tensão nos últimos dias.   

"Sigo com viva atenção o que está acontecendo na Venezuela e no Paraguai. Rezo por esses povos, a mim tão caros, e convido todos a perseverarem, evitando qualquer violência, na busca de soluções políticas", afirmou o líder da Igreja Católica, durante uma visita a Carpi, no norte da Itália.   

A crise paraguaia eclodiu na última sexta-feira (31), quando senadores aprovaram uma emenda constitucional que permite ao atual presidente do país, o conservador Horacio Cartes, concorrer à reeleição em 2018.   

A medida contou com apoio do esquerdista Fernando Lugo, deposto por um impeachment em 2012. Em resposta, manifestantes ligados ao Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), de oposição, invadiram o Congresso, em Assunção, e atearam fogo em objetos.   

O ato terminou com uma pessoa morta, Rodrigo Quintana, de 25 anos, um dos líderes da juventude do PLRA. A emenda da reeleição foi aprovada em uma votação a portas fechadas e ainda precisa ser apreciada pela Câmara dos Deputados, que adiou uma sessão para discutir o projeto por conta das manifestações, e em um referendo popular.   

Se a medida for aprovada, tanto Cartes quanto Lugo poderão concorrer a um novo mandato de cinco anos em 2018, possibilidade que é vetada pela Constituição do Paraguai.   

Já a crise venezuelana se arrasta há vários meses, mas se agravou na última quarta-feira (29), quando o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) suspendeu todas as funções da Assembleia Nacional, a quem acusa de descumprir ordens judiciais, e assumiu para si o poder Legislativo.   

O TSJ, espécie de Supremo Tribunal Federal da Venezuela, é fiel ao presidente Nicolás Maduro, enquanto o Parlamento é dominado pela oposição. A decisão da corte gerou protestos por todo o país, além de denúncias de golpe de Estado, e acabou revertida no último sábado (1º).   

"Não sabia de nada que a Corte Suprema estava fazendo, não fui eu que escrevi a sentença", garantiu Maduro. Ainda assim, o Mercosul já iniciou o processo de aplicação da Cláusula Democrática, que pode resultar na expulsão da Venezuela do bloco. (ANSA)
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