Antes 'fã', Le Pen critica ataque de Trump à base na Síria

ROMA, 7 ABR (ANSA) - Após os principais líderes internacionais terem demonstrado apoio ao bombardeio dos Estados Unidos contra a base militar síria de Shayrat advertindo, no entanto, que a ação deve ser "limitada", dois representes do ultranacionalismo europeu, a francesa Marine Le Pen e o italiano Matteo Salvini, condenaram a ação do presidente Donald Trump. Líder do partido de extrema-direita Frente Nacional (FN) e uma das principais candidatas às eleições Presidenciais da França, Le Pen, que apoia abertamente o presidente norte-americano, se disse "estupefata" pela decisão do republicano. Depois de ter dito em mais de uma ocasião que a posse de Trump foi uma "vitória da liberdade" e o começo de "um novo mundo", a política francesa ressaltou, em entrevista à emissora "France 2", que ficou surpresa e chocada com a reação dos EUA.   

"É demais pedir para esperar os resultados de um relatório internacional independente antes de proceder a este tipo de ataque?", perguntou Le Pen, que se disse "estupefata" pela iniciativa depois que Trump tinha anunciado que "não queria fazer dos Estados Unidos o 'gendarme' do mundo". Já o líder do partido ultranacionalista italiano Liga Norte (LN), Matteo Salvini, que, junto a outros políticos de extrema-direita, aproveitou para "pegar carona" na vitória de Trump, também não aprovou a posição assumida pela administração do presidente.   

"Mísseis dos EUA na Síria é uma péssima ideia e um presente ao Estado Islâmico. Talvez para os problemas internos, talvez mau aconselhado pelos belicistas que ainda estão procurando as armas químicas de Saddam Hussein, Trump na Síria fez a escolha mais errada e reabriu uma guerra contra o terrorismo islâmico que já havia sido vencida", disse Salvini. O político, chamado por muitos como o "Trump italiano", também indagou que "talvez alguém em Washington queira repetir os desastres do Iraque, da Líbia e das primaveras árabes com as suas devastadoras consequências para a Itália e para a Europa".   

(ANSA)
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