Conheça os trágicos números dos 6 anos de guerra na Síria

BEIRUTE, 7 ABR (ANSA) - Centenas De milhares de mortos, metade da população desabrigada ou refugiada no exterior, mais de 13 milhões de pessoas em estado de necessidade e uma expectativa de vida reduzida em 15 anos para os homens e 10 anos para as mulheres.   

Esses são apenas alguns dos números da trágica guerra civil da Síria que completou seis anos no mês passado.   

- Mortes: Apesar da Organização das Nações Unidas (ONU) não fornecer mais os números de mortos na guerra há alguns anos, as organizações humanitárias que atuam na Síria estimam que entre 300 mil e 400 mil pessoas já morreram por culpa da guerra.   

- Desabrigados e refugiados: Antes da guerra, a Síria possuía 22 milhões de habitantes. Hoje, 6,5 milhões de pessoas estão desabrigadas por todo o território nacional e quase cinco milhões buscaram refúgio no exterior, especialmente, na Turquia, Líbano e Jordânia. Iraque e Egito, mesmo que em menor proporção, também registram um alto número de deslocados sírios.   

- Assistência Médica e Sanitária: Segundo a ONU, mais da metade dos hospitais e centros médico-sanitários foram fechados ou funcionam parcialmente e dois terços dos profissionais da saúde abandonaram o país.   

Cerca de 11,5 milhões de pessoas - sendo 40% crianças - não tem acesso a tratamentos adequados. Entre eles, há ainda 300 mil mulheres grávidas.   

- Civis sitiados: Um milhão de sírios vivem em cidades e áreas sitiadas por algum dos muitos agentes responsáveis pelo conflito e não conseguem receber ajuda humanitária com regularidade.   

- Crianças: Segundo dados do Unicef, mais de 2,8 milhões de menores de idade vivem em áreas difíceis de serem atendidas por serviços humanitários, sendo que 280 mil delas vivem em locais sitiados por grupos pró ou contra o governo de Bashar al-Assad.   

Muitos ainda continuam sendo recrutadas como combatentes por grupos terroristas.   

Mais de seis milhões de crianças e adolescentes dependem de assistência humanitária para viver e outras 2,3 milhões estão refugiadas em outros países. Muitas delas não conseguem mais frequentar escolas, sendo que 1,7 milhão dos alunos da Síria não tem mais aulas.   

Ainda de acordo com o Unicef, muitos menores são obrigados a trabalhar para ajudar a sustentar suas famílias e as meninas e adolescentes são frequentemente vítimas de casamentos arranjados para conseguir dinheiro para os familiares.   

- Ataques com armas químicas: O ataque químico ocorrido no último 4 de abril na província de Idlib, com mais de 80 mortos, é só mais um da série de ações do tipo nos últimos anos.   

Entre as centenas de vezes que esse tipo de armamento foi utilizado, o mais grave ocorreu em 21 de agosto de 2013, em diversos bairros da capital Damasco que eram controlados por rebeldes.   

A ação com gás sarin matou centenas de pessoas - inclusive muitas crianças - e foi considerada obra de Assad. O governo sírio sempre negou qualquer ação do tipo. (ANSA)
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