Itália registra queda na expectativa de vida pela 1ª vez

ROMA, 10 ABR (ANSA) - A Itália registrou pela primeira vez uma queda nos índices de expectativa de vida em 2015, caindo 0,2 anos para os homens e 0,4 anos para as mulheres em relação a 2014, mostrou o Relatório Osservasalute 2016 apresentado nesta segunda-feira (10).   

Com isso, a expectativa para eles ficou em 80,1 anos e para elas em 84,6 anos.   

"A distância entre a duração média das vidas das mulheres e dos homens estão se reduzindo cada vez mais, mesmo se a situação ainda está, fortemente, mais favorável para elas", diz o relatório. Em 2015, as italianas viviam 4,5 anos a mais que os homens quando em 2011 esse número estava em 4,9 anos.   

Os números ainda comprovam a queda registrada pelo "Anuário 2016", divulgado pelo Instituto Italiano de Estatísticas (Istat) no fim do ano passado.   

Outro dado importante mostrado pelo Relatório é que a diferença entre a saúde dos cidadãos que moram no Norte e no Sul do país está ficando cada vez maior. No Sul, especialmente na região da Campânia, de fato, se morre muito mais do que no Norte. Além da região dispor de menos recursos, há pouca disponibilidade de serviços médicos e de eficazes políticas de prevenção.   

O estudo ainda mostrou que os estilos de vida dos italianos não apresentaram melhoria na comparação com 2014: há cada vez mais pessoas obesas e aumentou o número de pessoas que afirmam consumir álcool com frequência.   

- Obesidade: Em 2015, mais de um terço da população adulta está com sobrepeso enquanto uma pessoa em cada 10 é obesa. No contexto, 45,1% das pessoas com mais de 18 anos tem excesso de peso, especialmente, no Sul. As crianças e adolescentes de 6 a 17 anos que estão com sobrepeso ou obesos está em 24,9%.   

- Esportes: O estudo mostrou que 33,3% da população, o que equivale a 19,6 milhões de pessoas, dizem fazer algum tipo de esporte enquanto os sedentários são 39,9% - cerca de 23,5 milhões de pessoas.   

- Álcool: Caiu o percentual de pessoas que dizem não ser consumidoras de álcool na Itália: 34,8% - contra 35,6% - dos italianos afirmam consumir bebidas. Dos chamados "consumidores em risco", 23,5% são homens e 9% são mulheres (elas representavam 8,2% em 2014).   

- Fumantes: Diferentemente dos anos anteriores, quando era registrado uma queda no número de fumantes, 2015 teve uma situação de "assentamento" nos números. São 10,3 milhões de fumantes, sendo 6,2 milhões de homens e 4,1 milhões de mulheres, que equivalem a 19,6% da população com mais de 14 anos.   

- Antidepressivos: O consumo de antidepressivos continuam aumentando, sendo que 39,6 para cada mil habitantes consomem doses diárias de remédios do tipo. (ANSA)
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