Processo envolvendo pai de Matteo Renzi tem reviravolta

ROMA, 10 ABR (ANSA) - A investigação que envolve Tiziano Renzi, pai do ex-primeiro-ministro da Itália Matteo Renzi, sofreu uma reviravolta nesta segunda-feira (10) com o anúncio da investigação contra um dos policiais que atuou no caso.   

A Procuradoria de Roma está investigando por falsidade o capitão do Núcleo Operacional Ecológico (NOE) dos Carabinieri (polícia italiana), Giampaolo Scafarto. O policial é acusado de manipular "deliberadamente" a investigação, tendo citado uma falsa atividade dos serviços secretos e alterado uma declaração que atribuía um pagamento a Tiziano.   

O pai de Renzi é investigado de tráfico de influência no caso que envolve a prisão do empresário Alfredo Romeo. O empreendedor é suspeito de ter pago uma propina de 100 mil euros a Mario Gasparri, ex-diretor da Consip, a central de aquisições de bens e serviços do governo italiano, para conseguir contratos com a autarquia.   

Romeo teria usado sua suposta amizade com Tiziano para obter vantagens durante o governo de Renzi, encerrado em dezembro do ano passado.   

Uma das provas apresentadas pela investigação dos Carabinieri era uma interceptação telefônica que foi atribuída ao empresário citando um "encontro com Tiziano". No entanto, uma nova análise dos dados mostrou que a fala sobre o encontro foi feita por Italo Bocchino, um ex-parlamentar e funcionário de Romeo.   

Durante o depoimento desta segunda, no entanto, Scafarto manteve-se em silêncio sob pedido de sua advogada.   

Desde que a investigação veio à público, Tiziano sempre negou qualquer relação com o empresário italiano e dizia acreditar que a verdade "viria à tona". Romeo, por sua vez, afirmou que não conhecia o pai do ex-premier e que "nunca encontrou Tiziano Renzi ou pessoas do círculo" do ex-líder do governo italiano.   

Durante uma entrevista nesta segunda, para o programa televisivo "Porta a Porta", o ex-primeiro-ministro foi questionado sobre a investigação envolvendo seu pai e o desdobramento de hoje.   

"É muito estranho o que está acontecendo, mas tenho confiança total na magistratura. Não temos nada a esconder. Seria fácil para mim vir aqui e dizer, tendo uma investigação por falsidade correndo, 'vocês viram". Mas, nada disso. Peço, como qualquer cidadão, que todos tenham total confiança na magistratura. Digo hoje mais fácil do que disse há dois meses porque acredito que a verdade sempre aparece", disse Renzi. (ANSA)
Veja mais notícias, fotos e vídeos em www.ansabrasil.com.br.


Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos