CEO da Avio comemora estreia positiva na Bolsa de Milão

MILÃO, 11 ABR (ANSA) - "A partir de hoje, o espaço está mais próximo." Com essas palavras, o CEO Giulio Ranzo comemorou a estreia na Bolsa de Milão da Avio, empresa italiana especializada em sistemas de propulsão espacial para o lançamento de satélites em órbita.   

Na Piazza Affari (endereço da principal Bolsa italiana), as ações da companhia de Colleferro, a 50 km de Roma, tiveram uma alta de quase 11% sobre o preço inicial de 12,57 euros. O desembarque no mercado de capitais ocorreu após a fusão da Avio com o Space2, um fundo de investimento criado especificamente para ajudar uma empresa que simbolizasse a "excelência da indústria italiana" a abrir seu capital.   

A operação também teve a participação do conglomerado dos setores de defesa, aeroespacial e segurança Leonardo-Finmeccanica, acionista da Avio desde 2003 e que ampliou para 28% sua fatia na sociedade. Ao lado da Leonardo e do Space2, mais de 40 executivos da Avio entraram em seu quadro societário, com uma parcela de aproximadamente 4% do capital.   

"É a primeira vez que um produtor de propulsores espaciais entra na Bolsa. Somos uma companhia pública tecnológica, com mais de 100 anos de história, a primeira no mundo especializada na produção de vetores espaciais que levam em órbita os satélites que tornam nossa vida na Terra mais fácil e segura", declarou Ranzo após o tradicional toque do sino que dá início à venda das ações.   

A cerimônia no Palazzo Mezzanotte, sede da Bolsa de Milão, contou com as presenças da astronauta Samantha Cristoforetti e do empresário Urbano Cairo, acionista do fundo Space2. "É um investimento pessoal, uma iniciativa minha, privada. Encontrei os gestores em diversas ocasiões, e eles me passaram uma excelente impressão. A Avio é uma empresa com um enorme potencial", declarou Cairo, também presidente e CEO do RCS Media Group, um dos principais grupos editoriais italianos.   

A Avio está presente na Itália, França e Guiana Francesa com cinco plantas que empregam cerca de 760 pessoas. Entre seus principais clientes estão a Agência Espacial Europeia (ESA), e a empresa de Colleferro lançou em setembro passado quatro satélites para o Google Maps. "A cotação nos permitirá acelerar nossos investimentos para o crescimento e desenvolvimento de novos produtos. Desde 2005 estamos trabalhando no novo lançador Vega C e nos motores da primeira parte do [foguete] Ariane 6, que voarão em 2019 e 2020. No início do ano iniciamos o desenvolvimento do Vega E, que voará em 2025", acrescentou Ranzo.   

"A Avio está cotada no segmento Star [índice da Bolsa que reúne médias empresas com capitalização entre 40 milhões e 1 bilhão de euros], com um número de ações à venda muito elevado [superior a 65%], posicionando-se entre as companhias de excelência apreciadas por investidores de todo o mundo. Por meio da cotação, a sociedade poderá prosseguir seu percurso de desenvolvimento baseada em conteúdos altamente tecnológicos e projetada ao mercado global", comentou o CEO da Bolsa de Milão, Raffaele Jerusalmi. A capitalização da Avio é a décima operação do tipo no ano e a terceira estreia no mercado principal da Piazza Affari. (ANSA)
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