Em Moscou, presidente da Itália mostra sintonia com Putin

MOSCOU, 11 ABR (ANSA) - Em meio à crescente tensão entre Rússia e Ocidente por conta da guerra na Síria, o presidente da Itália, Sergio Mattarella, iniciou nesta terça-feira (11) sua primeira visita oficial a Moscou, onde foi recebido pelo mandatário Vladimir Putin e pelo premier Dmitri Medvedev.   

Apesar de signatária das sanções europeias contra a Rússia por causa da anexação da Crimeia e dos combates no leste da Ucrânia, Roma tem mantido uma postura moderada em relação ao Kremlin, buscando não fechar portas a um antigo parceiro econômico, principalmente no setor energético.   

Ao receber Mattarella, Putin reconheceu que as relações bilaterais não estão "em seu máximo", mas desejou que as "dificuldades" e "incompreensões" sejam rapidamente superadas.   

"Ao mesmo tempo, há tendências positivas: no primeiro trimestre deste ano, o intercâmbio [comercial] cresceu mais de 30%", disse o presidente russo, chamando a Itália de uma parceira "confiável".   

Já o chefe de Estado italiano destacou as colaborações entre os dois países na economia, na cultura, na ciência e na tecnologia.   

"É uma amizade sólida, que resiste às dificuldades de contexto que você mencionou", afirmou Mattarella ao primeiro-ministro Medvedev.   

"Atribuímos um significado particular às nossas relações com a Itália. Essas relações são boas e de parceria, apesar do fato de que nossas relações com a União Europeia se encontram em um ponto bastante difícil. Mas estamos prontos a restabelecer a dinâmica das relações com todos os países", garantiu o premier russo.   

Mattarella é o primeiro chefe de Estado ocidental a ser recebido em Moscou após o atentado terrorista em São Petersburgo e o ataque norte-americano a uma base militar na Síria. "Quero renovar as condolências da Itália pelo atentado. Um episódio atroz em uma cidade que conheço bem", ressaltou o presidente.   

Apesar do crescimento no primeiro trimestre de 2017, o intercâmbio comercial entre Itália e Rússia se reduziu pela metade nos últimos três anos. Segundo a Confederação Nacional dos Cultivadores Diretos (Coldiretti), a troca de sanções entre UE e Moscou provocou prejuízos de mais de 10 bilhões de euros para as exportações italianas no setor agroalimentar.   

No próximo mês de maio, o primeiro-ministro da Itália, Paolo Gentiloni, também deve visitar a Rússia. Mas, antes disso, em 20 de abril, o chefe de governo irá a Washington para um encontro na Casa Branca com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. (ANSA)
Veja mais notícias, fotos e vídeos em www.ansabrasil.com.br.


Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos