Porta-voz da Casa Branca polemiza ao comparar Hitler a Assad

NOVA YORK, 11 ABR (ANSA) - O porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, foi o protagonista de uma polêmica nesta terça-feira, dia 11. Durante a coletiva de imprensa diária do governo norte-americano, Spicer disse que nem o ex-ditador nazista Adolf Hitler usou armas químicas, indignando assim várias entidades e ativistas judeus. A gafe aconteceu quando o porta-voz estava respondendo a uma pergunta sobre o suposto uso de armas químicas pelo presidente da Síria, Bashar al-Assad, em um ataque à província de Idlib que deixou mais de 80 mortos. "Não usamos armas químicas na Segunda Guerra Mundial. Nem mesmo uma pessoa desprezível como Hitler desceu ao nível de usar armas químicas", disse Spicer ressaltando que a Síria nunca poderá alcançar uma posição estável e minimamente segura com Assad no poder. Pouco tempo depois da declaração, que foi altamente criticada por ativistas de todas as partes do mundo, o funcionário da Casa Branca tentou esclarecer sua resposta dizendo que "Hitler não usou gás nas pessoas do mesmo modo como Assad o faz. Ele levava as pessoas aos centros do Holocausto", fazendo referência aos campos de concentração, onde milhões de pessoas foram mortas em câmaras de gás. "De maneira nenhuma queria diminuir a natureza horrível do Holocausto. Estava tentando mostrar uma distinção na tática usada" pelo presidente sírio "de usar aviões para atingir a população com armas químicas", argumentou Spicer concluindo que "cada ataque contra inocentes é reprovável".   

No entanto, mesmo com a explicação, o Centro Anne Frank, que tem sede em Nova York, pediu a demissão do porta-voz norte-americano. Em uma mensagem publicada no Facebook, a instituição afirmou que para Spicer "falta a integridade" necessária para o seu cargo. Já o presidente do Comitê Nacional Democrata (DNC), Tom Perez, também criticou a gafe. "A Casa Branca deve absolutamente se desculpar pelas palavras brutais e equivocadas sobre o Holocausto. Vergonha", disse o político em seu Twitter. James Mattis - Ainda nesta terça, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, James Mattis, disse que não há dúvidas de que o regime sírio está por detrás do ataque químico de Idilib. De acordo com o chefe do Pentágono, na sua primeira declaração pública após a resposta do governo de Donald Trump ao atentado, com o lançamento de 59 mísseis contra uma base militar síria, Assad já usou armas químicas muitas outras vezes nos últimos anos. (ANSA)
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