Pyongyang se diz pronta para responder EUA em caso de invasão

ROMA, 11 ABR (ANSA) - A elevada tensão entre os governos dos Estados Unidos e da Coreia do Norte teve um novo capítulo nesta terça-feira (11) com uma ameaça do presidente norte-americano, Donald Trump, e a resposta de Pyongyang.   

"A Coreia do Norte está procurando por problemas. Se a China decidir ajudar, será ótimo. Se não, nós resolveremos o problema sem eles! EUA", escreveu Trump em sua conta no Twitter. O posicionamento adotado foi o mesmo da última semana, quando o mandatário recebeu o presidente chinês, Xi Jinping, e exigiu uma postura de controle maior dos chineses sobre os norte-coreanos.   

Por sua vez, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Pyongyang afirmou à emissora oficial do país, "KCNA", que seu país está pronto para responder às "ações ofensivas" feitas pelo governo Trump.   

A fala foi uma resposta sobre o posicionamento do porta-aviões Carl Vinson, de propulsão nuclear, e os destroyers Aegis na costa da península coreana, ordenada por Washington no fim de semana.   

Segundo a entrevista dada à "KCNA", o deslocamento dos navios comprova "que os imprudentes movimentos norte-americanos para invadir a Coreia do Norte chegaram a uma fase séria".   

"Se os EUA optarem por uma ação miltar, como um 'ataque preventivo' e a 'remoção do quartel general', a Coreia do Norte estará pronta para reagir a qualquer tipo de guerra desejada pelos EUA", concluiu.   

- Porta-aviões: O Carl Vinson e os destroyers estavam em Cingapura e deveriam seguir caminho para a Austrália. Eles estão na região para fazer uma série de treinamentos, segundo o Pentágono, desde fevereiro.   

No entanto, no fim do sábado (8), sob ordens de Washington, eles alteraram suas rotas e estão se encaminhando para a costa da península coreana como uma resposta aos constantes testes de mísseis feitos sob as ordens do ditador Kim Jong-un.   

No domingo (9), a emissora "KCNA" divulgou uma nota do governo norte-coreano em que o ditador dizia que o recente ataque dos EUA na Síria era a prova de que eles estavam corretos em "ter, desenvolver e aumentar seu arsenal atômico". (ANSA)
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