Clima na Venezuela fica mais violento com mortes e pedradas

SÃO PAULO, 12 ABR (ANSA) - Manifestantes da oposição venezuelana jogaram pedras e ovos no presidente do país, Nicolás Maduro, nesta terça-feira, dia 11, quando o mandatário realizava um desfile em San Félix, no estado de Bolívar. O ato aconteceu no mesmo dia no qual a Procuradoria da nação confirmou a segunda morte em protestos.   

O chefe de Estado sul-americano estava em um jeep militar e acenava para o público quando alguns manifestantes começaram a lançar objetos em direção a Maduro e gritar palavras de ordem contra ele. Neste momento, a televisão estatal que estava capturando as imagens ao vivo parou de transmitir a cerimônia, o que não quis dizer que muitos vídeos na cena, com seguranças tentando proteger o presidente, não fossem parar na internet, onde já se tornaram um sucesso. Segundo o deputado da oposição Tomás Guanipa, várias pessoas foram detidas pelo protesto contra Maduro. Já nas redes sociais falam-se de 5 presos, mas o número ainda não foi confirmado. Além disso, a Procuradoria da Venezuela confirmou ainda nesta terça que um homem de 20 anos foi morto durante uma manifestação contra o mandatário. Segundo parlamentares e outros políticos opositores, Daniel Queliz foi morto com um tiro no pescoço disparado por policiais durante um violento protesto na cidade de Valencia.   

Queliz foi a segunda morte registrada em atos contra Maduro no país. Na última quinta-feira (6), Jairo Ortiz, de 19 anos, também não sobreviveu. O jovem estava em um protesto perto de Caracas. Também ligado à repreensão policial, uma idosa morreu asfixiada pelo gás lacrimogêneo que entrou em seu apartamento em Caracas durante as manifestações da última segunda-feira (10), segundo vários parlamentares. No começo no mês, exatamente no dia 4, manifestantes e forças de segurança entraram em confronto, o que vem se repetindo nos últimos dias. O protesto havia sido convocado na semana anterior após o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) do país ter anulado todas as funções da Assembleia Nacional. O TSJ, espécie de Supremo Tribunal Federal, é fiel a Maduro, enquanto o Parlamento é dominado pela oposição. A decisão da corte gerou manifestações por todo o país, além de denúncias de golpe de Estado, e acabou revertida no último sábado (1º). Além disso, a Venezuela ainda enfrenta problemas com a Organização dos Estados Americanos (OEA), cujo presidente, Luís Almagro, e vários países do grupo, são favoráveis à soltura dos presos políticos na Venezuela, e a novas eleições Presidenciais.   

A nação sul-americana ainda enfrenta com uma real ameaça de ser suspenso do bloco, como o que aconteceu com o Mercosul.   

A economia do país também é um grande problema. Há meses, os venezuelanos não têm mais alimentos, remédios e outros suprimentos de necessidade básica. Os supermercados de grandes e pequenas cidades, inclusive os da capital Caracas, estão vazios e com falta de muitos produtos. Por isso, milhares estão migrando para países vizinhos em busca de melhores condições de vida, até para o Brasil. (ANSA)
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