Ex de Amanda Knox processa Itália por prisão indevida

GÊNOVA, 12 ABR (ANSA) - O ex-namorado de Amanda Knox, Raffaele Sollecito, está processando os juízes, promotores e jurados responsáveis por "condená-los injustamente" pelo homicídio da estudante britânica Meredith Kercher, ocorrido em 2007 na cidade de Perugia, na Itália. Sollecito, de 33 anos, está pedindo um valor de 3 milhões de euros a nove promotores e juízes envolvidados no caso, que ele acusa de "arruinar sua vida" por terem "deturpado os fatos" da investigação.   

O italiano ainda afirmou que foi traumatizado por seu encarceramento, já que sua vida "ficou em espera por sete anos".   

Além disso, seu processo garantiu um dívida de 400 mil euros para sua família.   

O ex-namorado de Amanda Knox também quer processar os 12 jurados que fizeram parte do caso. No entanto, eles só podem ser inclusos na ação se a conduta de todos for avaliada e considerada gravemente injusta ou maliciosa.   

De acordo com a imprensa, na noite da última terça-feira (12), um juiz de Gênova estaria avaliando se incluiria os jurados no processo ou não.   

Em fevereiro deste ano, um tribunal de Florença rejeitou o pedido de Sollecito que pedia 500 mil euros para o Estado italiano por prisão indevida. Na ocasião, o juiz alegou que o jovem contribuiu para o erro judicial fazendo declarações contraditórias e falsas nos estágios iniciais da investigação.   

Entenda o caso: Ao lado do marfinense Rudy Guede, que vivia com Knox e Kercher e foi condenado em definitivo a 16 anos de prisão, Knox e Sollecito - na época namorados - foram acusados de matar Kercher em meio a discussões sobre a limpeza da casa e jogos sexuais que fugiram do controle.   

A beleza da norte-americana também foi outro chamariz para o crime. Na Itália, ela ficou conhecida como "a diaba com rosto de anjo". O ex-casal chegou a ser sentenciado após o DNA de Knox ter sido encontrado em uma faca com o sangue da vítima e ficou preso na Itália até 2011, quando a Corte de Cassação anulou o processo por conta de uma série de falhas na perícia. No mesmo dia em que foi libertada, a norte-americana voltou para a casa de sua família em Seattle, onde está até hoje. No fim de 2013, o mesmo tribunal determinou a reabertura do caso, já que a inocência dos dois não tinha sido comprovada, culminando na sentença condenatória da Corte de Apelação de Florença em janeiro do ano seguinte.   

Contudo, a decisão foi derrubada pela Corte de Cassação, que não viu indícios de participação de Knox e Sollecito no assassinato e os absolveu em definitivo. (ANSA)
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