Histórica, Roma tem bibliotecas para todos os gostos

ROMA, 12 ABR (ANSA) - Por Emanuela De Crescenzo. Grandes, pequenas, antigas e modernas, para adultos, estudantes, historiadores, curiosos e crianças: as bibliotecas são um patrimônio imenso em qualquer cidade e que em Roma são mais de 150. As mais "retrôs" se encontram principalmente no centro histórico da capital italiana enquanto as mais recentes se localizam também nos bairros mais periféricos da cidade. As bibliotecas históricas do município não contam apenas com livros raros, manuscritos, mapas, mas também preciosas coleções de cerâmicas, partituras musicais, globos terrestres e vários outros objetos. Às vezes, o principal desses locais não é o que eles têm em seu interior, mas sua própria estrutura, sua arquitetura, os materiais com os quais foram construídos e seus afrescos e pinturas.   


É o caso da Biblioteca Vallicelliana, uma das mais antigas da Europa. A ata de fundação do espaço remonta ao testamento do humanista português Achiles Estaço que em 1581 doou a sua biblioteca a Filippo Neri, padre italiano conhecido na época como "O Apóstolo de Roma" e que virou santo.   


A sede da Vallicelliana, não distante do Vaticano, se encontra no segundo andar do Oratório dei Filippini, fundado pelo próprio Neri e construído pelo arquiteto Francesco Borromini na primeira metade do século 17. Entre as várias pérolas do edifício há a obra de autorrelevo em mármore do artista do barroco romano Alessandro Algardi "Fuga de Átila", que, segundo a lenda, representa o Papa Leão I parando Átila, o rei dos hunos, na sua chegada à Itália com um crucifixo e dissuadindo-o de invadir e destruir Roma, onde foi realizado o Jubileu de 1650. Além disso, também dignos de menção são o teto de madeira do salão principal, pintado para imitar mármore e cujos desenhos são de Giovanni Francesco Romanelli, e o armário do século 17 que contém livros que pertenciam a San Filippo Neri.   


Já a Biblioteca di Società Geografica Italiana é localizada desde 1926 em um edifício do século 16, o Palazzetto Mattei, no interior do Parque de Villa Celimontana, próximo do Coliseu. A Sociedade Geográfica italiana foi fundada em 1867 por um grupo de 200 estudiosos, em iniciativa do artista Cristoforo Negri e do explorador Orazio Antinori, com o objetivo de promover o progresso e a evolução da geografia. Nascida em Florença, a organização se mudou para Roma em 1872.   


Na biblioteca está conservado o acervo documental especializado na área mais importante da Itália e um dos melhores da Europa. Roma também conta com a novata "Moby Dick" que, mesmo tendo sido inaugurada há poucos meses, em novembro do ano passado, conta com uma curiosa história. O edifício no qual a biblioteca, que também é um hub cultural, se encontra é da década de 1920. Naquele período, nem todas as casas populares, mesmo as do bairro de Garbatella, tinham banheiros em seu interior. Sendo assim, há muitos anos, o espaço onde hoje se encontra a "Moby Dick" era um banho público. (ANSA)
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