Sem consenso sobre Assad, EUA e Rússia debatem crise síria

MOSCOU, 12 ABR (ANSA) - O secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, foi recebido nesta quarta-feira (12) em Moscou pelo ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, para discutir relações bilaterais e, especialmente, a crise síria.   

Como era esperado, os dois lados apresentaram visões opostas sobre os problemas e confirmaram que o clima entre os governos dos dois países estão "em um nível baixo", mas ambos concordaram que as Nações Unidas devem fazer uma investigação sobre o ataque químico registrado na Síria em 4 de abril.   

No entanto, quando o assunto foi o presidente sírio, Bashar al-Assad, os dois representantes ficaram em lados opostos.   

"Na Síria, a Rússia não manda nem em Assad, nem em qualquer outro", disse Lavrov. Tillerson, por sua vez, afirmou que o atual mandatário "não pode, absolutamente, governar a Síria e sua remoção do poder deve ser feita de maneira estruturada e organizada".   

O norte-americano ainda acusou Assad de "fazer ataques químicos mais de 50 vezes" e afirmou que os avanços feitos através do intermédio do representante da ONU para a Síria, Staffan de Mistura, "são frágeis progressos que estão em grave perigo".   

- Relações bilaterais: Nas duas horas de conversa entre Lavrov e Tillerson, no entanto, houve uma promessa de tentativa de melhora nas relações. "Estamos bem dispostos a resolver as divergências para melhorar as nossas relações. Estamos de acordo em ter representantes esepcais de nosso governo para um debate, para discutir detalhes, sem uma escalada, sobre os fatores de problemas que poderão melhorar nossa situação", destacou Lavrov.   

Durante as conversas, o presidente russo, Vladimir Putin, foi ao encontro de Tillerson, informou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, que não revelou o conteúdo da conversa.   

Apesar de aparentar que o novo governo de Donald Trump teria uma relação melhor com a Rússia, o ataque químico ocorrido no dia 4 de abril e as constantes acusações de agências norte-americanas de que os russos fizeram ataques hackers à campanha presidencial dos EUA azedaram a relação entre os dois governos.   

Trump acusou os russos de saberem do ataque químico e de não fazer nada para retirar a "pessoa diabólica" do poder na Síria, em uma referência a Assad. Os russos são os principais aliados, ao lado do Irã, do governo sírio. (ANSA)
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