Busca por sérvio mobiliza centenas de policiais na Itália

BOLONHA, 17 ABR (ANSA) - A Polícia da Itália está mobilizada há quase 20 dias na caça a um homem sérvio acusado de matar duas pessoas na região da Emília-Romana, no norte do país.   

Identificado como Norbert Feher, de 41 anos, o suposto assassino ganhou as manchetes dos jornais italianos ao ser apelidado de "Igor, o Rambo russo" e descrito como um "supercriminoso capaz de falar seis idiomas" e de "sobreviver como um lobo solitário" em qualquer condição.   

Após o caso dominar o noticiário policial durante alguns dias, descobriu-se que o suspeito não era russo, mas sim sérvio, se chama Norbert Feher e usa o pseudônimo Igor Vaclavic. Trata-se de um criminoso já condenado a nove anos de cadeia por delitos comuns na Itália - ele tem liberdade condicional por bom comportamento - e procurado em seu país de origem por acusações de roubo e violência sexual.   

Os dois homicídios atribuídos a ele vitimaram Davide Fabbri, dono de um bar em Budrio, na província de Bolonha, e assassinado durante uma tentativa de assalto no dia 1º de abril; e o guarda florestal Valerio Ferri, morto uma semana depois, durante uma abordagem contra a caça clandestina em Portomaggiore, na província de Ferrara, a 40 km de Budrio.   

A perícia encontrou traços idênticos de sangue e DNA nos locais dos dois crimes e os atribuiu a Feher, que está foragido desde então. A última pista deixada pelo sérvio foi um Fiat Fiorino abandonado em uma estrada, e as buscas já envolvem centenas de carabineiros.   

As operações se concentram em uma ampla área entre a cidade de Molinella e os vales de Campotto, na Emília-Romana, e os investigadores não excluem a hipótese de que Feher tenha a ajuda de cúmplices para se esconder.   

"Há quem o ajude e que continua ajudando-o", disse o capelão da penitenciária de Ferrara, dom Antonio Bentivoglio, que batizou o sérvio na cadeia com o nome de Ezechiele e fez um apelo para ele se entregar. Enquanto isso, os habitantes das cidades da região vivem assustados.   

Nos lugares mais isolados, pessoas estão deixando comida e bebida fora de casa para evitar um cara a cara com o suposto assassino, já que a Polícia divulgou que ele deve estar se alimentando com o que encontra pela frente, incluindo frutas, verduras, ovos e galinhas de pequenos produtores. (ANSA)
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