Especial/Para Ferrari,título mundial em 2017 não é mais sonho

ROMA, 17 ABR (ANSA) - A "ditadura" da Mercedes nas pistas da Fórmula 1 chegou ao fim e a Ferrari voltou a ser uma das protagonistas. A segunda vitória, no Grande Prêmio do Bahrein deste domingo (16), com Sebastian Vettel mostra que não apenas ele vai liderar o Mundial - são sete pontos a mais que Lewis Hamilton.   


A casa de Maranello mostra que tem as cartas para chegar bem até o fim: um carro perfeito, um piloto impecável, um time de mecânicos confiável e uma estratégia para corridas, finalmente, vencedora. Todos os ingredientes que levaram ao grande triunfo da Ferrari que agora tem um 2 x 1 contra a Mercedes - como não acontecia há anos.   


E que o "cavalinho" tornou-se um osso duro de roer, dá testemunho a própria estratégia da Mercedes que, pela primeira vez em 2017, deu um a ordem de equipe aos seus pilotos, com Valtteri Bottas obrigado a deixar Hamilton para fazer com que ele tentasse alcançar Vettel.   


Uma atitude que revela sobretudo uma nova consciência contra um adversário que se mostra difícil para os flechas de prata enquanto, no passado, os alemães deixavam a briga aberta entre o tricampeão mundial e seu então companheiro de equipe, Nico Rosberg.   


"Acredito, honestamente, que para um piloto talvez seja a pior coisa a se escutar. Mas, estou seguro que fiz para que Lewis pudesse alcançar Sebastian, mesmo que ao fim isso não aconteceu.   


O time me fez compreender, mas pessoalmente isso é duro", disse Bottas.   


Já para os italianos, melhor Páscoa não poderia existir, já que não havia a expectativa de vencer duas das três primeiras corridas. Para o alemão, que conquistou sua 44ª vitória na carreira, e para a Ferrari, há a confirmação de que o caminho traçado na Austrália é mais do que certo.   


A diferença entre as "Vermelhas", que venceram ontem, e as "Flechas de Prata", à luz do que se viu, não existe mais. E uma confirmação indireta disso veio do derrotado ontem.   


"Dei tudo e não poderia fazer mais", disse Hamilton ao lamentar a punição de cinco segundos recebida por bloquear Daniel Ricciardo, da Red Bull, na entrada dos boxes. Difícil dizer o que teria acontecido se a punição não existisse, mas nada tira o ânimo da Ferrari.   


"Para fazer o que fizemos hoje, precisamos de um toque de loucura", destacou o chefe da escuderia italiana, Maurizio Arrivabene. "Estou satisfeito, mas não vamos fazer comparações com a Mercedes, por favor. O SF70H mostrou que é forte em um pista que pede, sobretudo, potência e tração", acrescentou Arrivabene - que recebe os parabéns do presidente da equipe, Sergio Marchionne.   


"É, naturalmente, uma grande satisfação voltar ao lugar mais alto do pódio com Sebastian. Mas, é ainda mais importante ter certeza de que a vitória de Melbourne não foi um acaso e que este Mundial nos verá como protagonistas até o fim", disse o presidente da Ferrari.   


"Sabemos que o caminho ainda é longo e, se quisermos chegar ao objetivo mais importante, não podemos diminuir nosso empenho e a concentração", acrescentou Marchionne.   


Agora, para os líderes da escuderia italiana, é preciso se concentrar já sobre a próxima corrida, que ocorrerá no circuito russo de Sóchi em duas semanas. (ANSA)
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