Doria pedirá ao Papa que repense decisão de viajar ao Brasil

SÃO PAULO, 18 ABR (ANSA) - Por Beatriz Farrugia - Em viagem a Roma, o prefeito de São Paulo, João Doria, disse nesta terça-feira (18) que pedirá para o papa Francisco "reconsiderar" o pedido do presidente Michel Temer de visitar o Brasil no próximo mês de outubro. O tucano terá um encontro amanhã (19) com o líder católico no Vaticano, que recusou o convite de visitar o país neste ano.   


"Vou pedir ao Papa para que possa refletir sobre a decisão de não ir ao Brasil. O Papa comunicou o presidente Temer, mas eu, como perseverante que sou, vou pedir para que reflita sobre a possibilidade de mudar de opinião", disse Doria, em entrevista na capital italiana.   


Francisco enviou recentemente uma carta a Temer dizendo que recusaria o convite de visitar o Brasil em outubro, por ocasião da celebração dos 300 anos da aparição de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do país, que é o segundo maior Estado católico do mundo.   


Na carta, que é uma resposta a um convite enviado no fim de 2016 pelo governo brasileiro, o Papa disse que não poderia visitar o país neste ano devido à sua intensa agenda de compromissos.   


Para 2017, Francisco já tem viagens programadas ao Egito, a Fátima, em Portugal, à Colômbia, à Índia, a Bangladesh e ao continente africano.   


Em sites católicos, a possível viagem ao Brasil aparece no roteiro de Jorge Mario Bergoglio, mas sem confirmação.   


Na mesma carta a Temer, Francisco cobrou o presidente para tomar medidas que evitem agravar a situação da população carente no país.   


"Sei bem que a crise que o país enfrenta não é de simples solução, uma vez que tem raízes sócio-político-econômicas, e não corresponde à Igreja nem ao Papa dar uma receita concreta para resolver algo tão complexo", escreveu o Pontífice. "Porém não posso deixar de pensar em tantas pessoas, sobretudo nos mais pobres, que muitas vezes se veem completamente abandonados e costumam ser aqueles que pagam o preço mais amargo e dilacerante de algumas soluções fáceis e superficiais para crises que vão muito além da esfera meramente financeira", acrescentou. Citando sua exortação apostólica "A Alegria do Evangelho", Francisco também lembrou que não se pode "confiar nas forças cegas e na mão invisível do mercado", em um momento em que o governo Temer tenta aprovar reformas econômicas para garantir a confiança dos investidores. O Brasil foi o primeiro país que Francisco visitou quando foi eleito, em 2013. Ele esteve no Rio de Janeiro para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ). (ANSA)
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