Jornalista italiano preso na Turquia anuncia greve de fome

ROMA, 18 ABR (ANSA) - O jornalista italiano Gabriele Del Grande, que foi preso na Turquia na semana passada, anunciou nesta terça-feira (18) que fará uma greve de fome para que seus direitos sejam respeitados no país.   

"Estou bem. Não tiraram um fio do meu cabelo, mas não posso telefonar, sequestraram meu celular e as minhas coisas e não me acusam de nenhum crime. A partir de hoje, inicio uma greve de fome e convido a todos a se mobilizar para pedir que sejam respeitados meus direitos", disse Del Grande em um telefonema hoje.   

Segundo o italiano, as autoridades só permitiram um contato nesta terça com a condição de que quatro policiais acompanhassem a ligação e após vários dias de reclamações do jornalista.   

"Os meus documentos estão regularizados, mas não me permitiram que tivesse um advogado, nem me disseram quando isso terminará.   

A região onde fui preso está ligada ao meu trabalho e logo os interrogadores vieram ao meu encontro", disse ainda o repórter.   

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores (Farnesina) pediu que o governo turco coloque o jornalista "em liberdade, no pleno respeito às regras da lei". O comunicado, que foi assinado pelo chanceler Angelino Alfano, informa ainda que "o cônsul da Itália em Smirne" fará uma visita a Del Grande, que está em um centro de detenção da cidade de Mugla.   

"A Farnesina e a Embaixada da Itália em Ancara estão seguindo o caso do jornalista Gabriele Del Grande com a máxima atenção, desde o início, em constante contato com os familiares. Também no dia de hoje foram feitos contatos com a companheira de Gabriele Del Grande e com o advogado da família", diz ainda a nota explicando que o telefonema do jornalista para os familiares só Del Grande, que tem 35 anos, é repórter e produtor de documentários. Em 2014, junto com Antonio Augugliaro e Khaled Soliman Al-Nassiry, fez o documentário "Io sto com la s foi possível após pedido do governo italiano.posa", que conta a história real de cinco refugiadas palestinas e sírias, que desembarcaram em Lampedusa. Para chegar à Suécia, elas aceitaram um casamento com um morador local. O longa foi financiado por crownfunding e foi apresentado na 71ª edição da Mostra do Cinema de Veneza, na seção Horizontes. (ANSA)
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