Luta de Trump contra vistos pode prejudicar Vale do Silício

NOVA YORK, 18 ABR (ANSA) - Por Ugo Caltagirone. O presidente Donald Trump está prontício, lar de grandes empresas de tecnologia dos Estados Unidos, para empregar grandes talentos da área de todo o mundo, como engenheiros, especialistas em informática, programadores e cientistas. Na mira está o programa "H-1B", visto que permite que empresas norte-americanas contratem temporariamente trabalhadores estrangeiros para funções específicas e que costuma a ser usado por companhias como Facebook, Apple, Google e até a Walt Disney.   

Para Trump, essa prática na maioria dos casos se transforma em abuso, com empresas que decidem contratar talentos de países como Índia, Brasil, China e Europa, preferindo investir em trabalhadores altamente qualificados estrangeiros a aos de baixo custo norte-americanos. Por isso, o slogan "Buy American, Hire American" ("Compre [Produtos] Norte-Americanos, Contrate Norte-Americanos") sempre esteve no centro da campanha eleitoral do magnata republicano. Assim, o presidente deve assinar ainda nesta terça-feira (18) uma ordem executiva que ordenará todos os departamentos e agências federais a repensarem o sistema de distribuição de vistos, o que pode terminar com as permissões de trabalho nos Estados Unidos de cerca de 65 mil pessoas e de estudo e pesquisas para outros 20 mil geniais estudantes e profissionais por ano. O objetivo da Casa Branca com essa ordem é o de criar um mecanismo mais severo em relação aos vistos dessa natureza, baseado muito mais no mérito e que não penalize os trabalhadores especializados norte-americanos. No entanto, neste ano já é possível se ver uma queda do número de pedidos de vistos "H-1B", apenas 199 mil em relação aos 236 mil do mesmo período de 2016, o que pode ser explicado em boa parte pelas políticas anti-imigração da administração de Trump. Para exemplificar quanto o visto "H-1B" é utilizado no Vale do Silício basta pensar que cerca de 15% dos empregados do Facebook no ano passado foram contratados graças a este programa. O próprio fundador e CEO da companhia, Mark Zuckerberg, é um dos maiores defensores desse mecanismo, tanto que ele lançou várias vezes o pedido de expandi-lo. (ANSA)
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