Premier italiano embarca para reuniões com Trump e Trudeau

ROMA, 19 ABR (ANSA) - A pouco mais de um mês para a cúpula do G7 em Taormina, na Sicília, Paolo Gentiloni embarcou nesta quarta-feira (19) para sua primeira visita oficial à Casa Branca como premier da Itália.   

O chefe de governo será recebido por Donald Trump às 15h (horário de Washington) desta quinta (20), em um encontro que colocará à prova uma das principais alianças dos Estados Unidos na Europa.   

O périplo de Gentiloni começará já às 9h30 da manhã, quando ele fará um discurso no Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), sediado na capital norte-americana. Em seu pronunciamento, o primeiro-ministro dirá que a manutenção da parceria entre Itália e EUA é um "dever político".   

"Precisamos cooperar para conter os conflitos e gerir melhor as crises", afirma um dos trechos do discurso. O premier chegará à Casa Branca às 15h e fará uma coletiva de imprensa conjunta com Trump por volta de 16h30.   

No dia seguinte, Gentiloni estará em Ottawa, capital do Canadá, para uma reunião com o primeiro-ministro Justin Trudeau, outro hóspede da Itália na próxima cúpula do G7, que será realizada entre os dias 26 e 27 de maio.   

Em seu encontro com Trump, o italiano deve abordar temas delicados, como a deriva protecionista promovida pelo novo governo norte-americano, que ameaça aumentar a taxação sobre produtos europeus, e a estabilidade da região do Mediterrâneo, a começar pelas crises na Síria e na Líbia.   

Gentiloni levará como credenciais à Casa Branca a histórica capacidade de mediação de Roma com a Rússia e os países árabes e uma importante presença militar no exterior: atualmente, cerca de 4,1 mil soldados italianos estão em missões em Afeganistão, Iraque, Líbano, Líbia e Mali.   

Segundo rumores divulgados pela imprensa dos EUA, Trump poderia pedir para a Itália alterar a natureza de sua presença em solo iraquiano, começando a participar também de operações de ataque, e para o país estender sua missão no Afeganistão para além de 2017.   

Nos últimos meses, frente às medidas anti-imigração e protecionistas do republicano, Gentiloni disse em diversas ocasiões que Roma não renunciaria a seus valores de acolhimento e de uma economia aberta, ideias que devem encontrar uma acolhida mais calorosa em Trudeau, já descrito como o "anti-Trump" na América do Norte. (ANSA)
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