Sob críticas, Sharapova volta às quadras após doping

SÃO PAULO, 26 ABR (ANSA) - A tenista russa Maria Sharapova volta a disputar um torneio oficial nesta quarta-feira (26) em meio a uma chuva de críticas de seus pares.   


A russa disputará a partida por volta das 13h30 (horário de Brasília) contra a italiana Roberta Vinci no WTA de Stuttgart, na Alemanha. As duas já se enfrentaram 29 vezes, com 23 vitórias para Sharapova.   


As críticas ao retorno às quadras foi feita por inúmeros tenistas mundiais tanto pelo convite dado a ela como pela volta a um torneio de alto nível.   


Como não tem pontuação no ranking, por ter ficado 15 meses suspensa, Sharapova foi convidada (o chamado "wildcard") a participar do torneio alemão, mas como sua punição só termina hoje, a partida foi "atrasada" para que ela pudesse disputar.   


Normalmente, nas quarta-feiras jogam apenas os jogadores mais bem colocados no ranking.   


Outro ponto muito criticado é o fato de que ela deveria participar de torneios de qualificação como acontece com qualquer atleta que não tem boa pontuação. A própria adversária de hoje fez duras críticas ao convite à russa.   


"Não concordo com o wildcard aqui, em Roma ou em qualquer outro torneio. Ela cometeu erros, pagou por isso e pode voltar a jogar - mas sem convites especiais. Não tenho nada contra ela, mas com a ajuda de dois ou três torneios, ela poderá estar no top 30 e não sei se isso é muito justo", disse Vinci.   


Já a número dois do ranking da WTA, a alemã Angelique Kerber, afirmou que é "esquisito" que Sharapova voltar a jogar "em um torneio assim". "Sendo um torneio alemão, há jogadoras alemãs que deveriam receber o convite", acrescentou a jogadora.   


Sharapova foi flagrada com a substância meldonium durante o Aberto da Austrália em janeiro de 2016. Apesar de assumir o uso, ela afirmou que não queria burlar as regras porque tomava o medicamento para controlar a diabetes e ele havia sido incluído na lista de medicamentos proibidos apenas no fim de 2015.   


A primeira pena foi de suspensão por dois anos, mas o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) reduziu a punição para 15 meses em outubro do ano passado. (ANSA)
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