Em meio a Brexit, May pedirá dissolução do Parlamento amanhã

LONDRES, 2 MAI (ANSA) - A primeira-ministra britânica, Theresa May, apresentará o pedido de dissolução do Parlamento à rainha Elizabeth II nesta quarta-feira (3), informou o governo londrino nesta terça-feira (2).   

A líder governista irá a uma cerimônia no palácio de Buckingham, para uma audiência oficial, dando o início formal para a campanha eleitoral para o pleito geral de 8 de junho. A convocação surpreendente de novas eleições foi anunciada por May no dia 18 de abril e aprovada pelo Parlamento no dia seguinte.   

A premier assumiu o posto após a renúncia de David Cameron, derrotado no referendo que aprovou a saída do Reino Unido da União Europeia, o chamado "Brexit", em junho do ano passado. A ideia de May é reforçar sua posição de liderança perante os líderes europeus com o apoio da população.   

As pesquisas de opinião mostram que o partido conservador irá vencer o pleito, com uma grande vantagem sobre o Partido Trabalhista, de Jeremy Corbyn.   

- 'Brexit' Apesar de já ter ativado formalmente o processo do "Brexit", com o envio da notificação à União Europeia em 29 de março, a decisão de convocar novas eleições paralisou as conversas. Isso porque a UE quer negociar apenas com o governo que for eleito, como forma de dar estabilidade para todo o processo, que deve demorar cerca de dois anos.   

Também nesta quarta-feira, enquanto May apresenta o pedido para dissolver o Parlamento, a Comissão Europeia apresentará publicamente as diretrizes com as decisões tomadas pelos governos dos 27 Estados-membros.   

No último sábado (29), uma reunião em Bruxelas aprovou por unanimidade o documento, elaborado pelos ministros de Assuntos Gerais da entidade. Em entrevista ao jornal "Telegraph", May já avisou que alguns dos pontos aprovados pelos europeus serão rejeitados por seu governo.   

Já no dia 22 de maio, o Conselho de Assuntos Gerais da União Europeia adotará, oficialmente, o mandato para a negociação.   

Nos dias 22 e 23 de junho, ou seja, com o novo governo britânico já definido, o Conselho Europeu se reunirá com os 27 líderes dos países-membros para examinar os critérios para decidir para onde vão as sedes da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e a Autoridade Bancária (EBA), que hoje estão na Grã-Bretanha.   

A decisão final será anunciada em outubro e é provável que a primeira siga para Milão, Estocolmo ou Bruxelas e a segunda deve seguir para Frankfurt ou Paris.   

Até dezembro, é esperado que a primeira parte das negociações tenham focado, especialmente, nos direitos dos cidadãos europeus que moram no Reino Unido e vice-versa, o replanejamento dos débitos britânicos com o bloco econômico e qual será o regime de fronteira no caso da República da Irlanda e da Irlanda do Norte.   

(ANSA)
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