Sumiço de Madeleine McCann completa 10 anos sem respostas

LISBOA, 02 MAI (ANSA) - Era 3 de maio de 2007 quando a pequena Madeleine McCann, chamada de "Maddie" por seus pais, desapareceu de um apartamento na Praia da Luz, em Portugal, dando início a um dos casos policiais mais célebres do século 21.   

Desde então, passados exatos 10 anos do sumiço, o destino da menina britânica continua sendo um mistério, apesar dos apelos de papas e presidentes e da onda de comoção que tomou conta do mundo. De 2007 até hoje, Maddie foi "vista" 8.865 vezes e em 101 países, incluindo a Itália, onde foi confundida com uma sem-teto, mas todas as pistas eram falsas.   

Madeleine desapareceu 10 dias antes de completar quatro anos de vida e hoje estaria perto dos 14. Loira e de olhos azuis, a menina estava com os dois irmãos gêmeos, Sean e Amelie, então com dois anos, em um apartamento alugado pelos pais, os médicos britânicos Kate e Gerry McCann, para a família passar férias na região portuguesa de Algarve.   

Naquela fatídica noite, os genitores saíram para jantar com três casais de amigos em um restaurante próximo e deixaram as crianças sozinhas no imóvel. Quando voltaram, Maddie tinha sumido sem deixar rastros.   

Os McCann sempre suspeitaram de um rapto, e as primeiras investigações tinham como suspeito o britânico-português Robert Murat, que morava perto do apartamento. Depois, a Polícia Judiciária suspeitou que os próprios pais tivessem ocultado o corpo da menina após ela ter morrido acidentalmente.   

Cães farejadores chegaram a identificar traços de Madeleine no quarto, mas nunca encontrou-se um eventual cadáver. Kate e Gerry iniciaram então uma campanha internacional para achar sua filha, que passou a ser procurada também pela Scotland Yard, a Polícia Metropolitana do Reino Unido.   

No entanto, após terem desembolsado 15 milhões de euros, as autoridades britânicas também não apresentaram nenhum resultado concreto. "É um caso único na história de Portugal", admitiu o diretor-adjunto da Polícia Judiciária da nação lusitana, Pedro do Carmo.   

Oficialmente, as buscas continuam. Na semana passada, o delegado-assistente para operações Especiais da Scotland Yard, Mark Rowley, disse que ainda seguia "linhas de investigação cruciais" sobre o paradeiro de Maddie, porém sem entrar em detalhes para não atrapalhar o andamento do inquérito.   

Ainda assim, começam a surgir notícias de que a Polícia Metropolitana, cansada de tantos insucessos, possa colocar um ponto final no caso, condenando Madeleine McCann a um mistério definitivo. (ANSA)
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