Venezuela suspende porte legal de armas por 180 dias

CARACAS E SAN SALVADOR, 2 MAI (ANSA) - Um dia após o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ter convocado uma Assembleia Constituinte para escrever uma nova Constituição para o país, o ministro do Interior, Nestor Reverol, anunciou nesta terça-feira (2) que o porte legal de armas está suspenso pelos próximos 180 dias. Segundo o político venezuelano, a decisão do governo tem como objetivo "garantir a segurança, a paz e a ordem interna" em um momento de grande tensão política e econômica na nação latina, que deve cada vez mais resultar em protestos e manifestações violentas pelas ruas do país. Nos últimos atos, nos quais foram registrados vários confrontos entre policiais e manifestantes, quase 30 pessoas morreram, principalmente vítimas de disparos de armas de fogos, segundo a Procuradoria Geral da Venezuela. Líderes opositores, no entanto, falam, sem confirmações oficiais, de mais de 40 mortes. Esta terça também foi marcada por uma cúpula extraordinária dos ministros das Relações Exteriores da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) em El Salvador, que havia sido pedida pela Venezuela na semana passada. No entanto, após horas de conversas e diálogos, o encontro foi concluído sem que nenhuma resolução fosse adotada. O motivo foi que, segundo o chanceler salvadorenho, Hugo Martinez, a Celac impõe que as resoluções só sejam aprovadas por consenso, o que não foi conseguido já que sete dos 33 Estados-membros da organização não participaram das reuniões. De acordo com o ministro, a cúpula não contou com nenhuma representação do Brasil, Peru, Paraguai, Barbados, México, Bahamas e Trinidad e Tobago. Martinez, contudo, não forneceu até o momento a lista exata dos participantes do evento. Mesmo assim, a chanceler venezuelana, Delcy Rodriguez, anunciou que esteve presente no encontro. Foi a ministra que anunciou na última semana que seu país estava deixando a Organização dos Estados Americanos (OEA), que tem adotado uma postura crítica a Maduro, e que pediu a convocação da cúpula no Caribe. Segundo ela, a reunião era necessária para examinar "as ameaças contra a ordem democrática constitucional" na Venezuela e as "ações intervencionistas contra a sua independência, a sua soberania e a sua autodeterminação". Matteo Renzi - Após vários líderes internacionais terem criticado a situação política e econômica do país sul-americano, como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o ex-primeiro-ministro italiano Matteo Renzi também falou sobre o assunto. "Estou muito abalado pelo que está acontecendo no país, o que já comentei e que confirmo. Uma nação tão maravilhosa como a Venezuela merecia outro destino", escreveu o ex-premier em uma newsletter na qual também afirmou que a comunidade internacional "deve fazer com que a sua voz seja escutada" no Estado. (ANSA)
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