Itália relembra aniversário de tragédia com atletas do Torino

ROMA, 4 MAI (ANSA) - A cidade de Turim prestou homenagens nesta quinta-feira (4) aos jogadores italianos do Torino, que morreram em um acidente de avião, em 4 de maio de 1949. Flores foram depositadas sobre as lápides das 31 vítimas do incidente, que ficou conhecido como a "tragédia de Superga".   


Ídolo do futebol italiano, o goleiro da Juventus, Guianluigi Buffon, enviou via Facebook seu pensamento aos atletas que morreram na tragédia de Superga.   


"Honra a vocês, eternos campeões do Grande Torino, e que sejam perdoados os que se mancham em atos desqualificados, como rirem de vocês ou os desrespeitarem", afirmou, referindo-se a comentários maldosos na rede sobre o incidente.   


- A tragédia: Há exatos 68 anos, o avião Fiat-G212 da ALI enfrentava um temporal durante o voo, com 31 pessoas a bordo. Entre os passageiros, 18 eram jogadores daquela que era tida como uma das melhores equipes de futebol do mundo, o Torino. Muitos deles também jogavam pela seleção italiana.   


Além dos atletas, jornalistas, comissão técnica e tripulação voltavam à Itália após um amistoso entre a equipe italiana e o Benfica, em Lisboa. Após autorizado o pouso, a aeronave iniciou o procedimento de descida, mas acabou colidindo em um dos muros da Basílica de Superga, nos arredores de Turim. Esta foi, sem dúvidas, a maior tragédia do futebol italiano.   


O Torino estava em plena ascensão. Tinha se consagrado campeão nacional por cinco vezes consecutivas, a última delas em 1949, além de ter vencido diversas competições e batido o recorde de gols marcados na época.   


Um ano após o incidente, a Itália veio de barco ao Brasil para disputar a Copa do Mundo de 1950. A ideia de usar um navio foi, justamente, o temor por mais um acidente aéreo. No entanto, sem suas principais peças de um ano antes, foi eliminada ainda na primeira fase. Era o reflexo da falta que jogadores como Bacigalupo, Ballarin e Valentino Mazzola (capitão) faziam na escalação do time italiano.   


Muitos anos foram necessários para que o país superasse a tragédia e, especialmente, para o Torino, que nunca mais conseguiu montar um time tão forte e poderoso que marcou uma época.   


Como forma de solidariedade, logo após a tragédia que dizimou quase a totalidade do time brasileiro da Chapecoense, em novembro do ano passado, a diretoria do clube italiano afirmou que estaria disposta a marcar um amistoso entre os dois times como forma de homenagear a memória daqueles que partiram. (ANSA)
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