Em último dia de campanha, Le Pen é alvo de novos protestos

PARIS, 5 MAI (ANSA) - Cerca de 150 manifestantes e ativistas da França Insubmissa, do político francês Jean-Luc Mélechon, protestaram mais uma vez contra a candidata ultranacionalista Marine Le Pen, nesta sexta-feira, dia 5, jogando ovos e gritando palavras de ordem contra a candidata da Frente Nacional (FN) durante sua visita à Catedral de Reims, no nordeste da França. Por volta das 11h30 do horário local, Le Pen, acompanhada pelo vice-presidente da sigla, Florian Philippot, chegou ao local, escolhido por ela para passar seu último dia de campanha, e se deparou com várias faixas contra ela e o FN, vaias, palavras de ordem e lançamento de objetos, principalmente ovos. A adversária do centrista Emmanuel Macron, junto a Philippot e aos guarda-costas dos dois, ficou por cerca de meia hora no interior da igreja e a deixou por uma porta lateral, onde um carro já a aguardava. A visita de Le Pen à catedral já era criticada por várias pessoas, inclusive pelo presidente da Câmara de Reims, Arnaud Robinet, que já havia escrito em seu Twitter que aquele espaço representava a "reconciliação franco-alemã, cidade de protesto ao redor da Europa, cidade de paz" e pedido para a ultranacionalista não "perder seu tempo" com a visita. Já nas suas redes sociais, a candidata do FN disse que "os apoiadores do senhor Macron agem com violência até na catedral de Reims, um lugar simbólico e sagrado", afirmando que eles não têm "nenhuma dignidade". Com a proximidade do segundo turno das eleições, que acontecerá neste domingo (7), não é a primeira vez que Le Pen é alvo de protestos com este. Na última quinta-feira (4), por exemplo, ela já havia enfrentado vários manifestantes, que tentaram jogar ovos nela, em Dol-de-Bretagne, na região da Bretanha.   

Além disso, ainda nesta sexta, Le Pen já assumiu um tom mais derrotista em entrevista à "AP". Segundo ela, qualquer que for o resultado da votação de domingo, na qual enfrentará Macron, o FN e a sua candidatura já mudaram "tudo". "Tive uma vitória ideológica. Mesmo se não alcançarmos o nosso objetivo, em todo caso nasceu uma gigantesca força política", disse a política francesa, ressaltando que ela e seu partido conseguiram "impor uma revisão" da política francesa. (ANSA)
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