Renzi é proclamado líder do maior partido da Itália

ROMA, 07 MAI (ANSA) - A assembleia do Partido Democrático (PD) proclamou neste domingo (7) o ex-primeiro-ministro Matteo Renzi como seu novo secretário.   

O órgão é formado por 551 homens e 449 mulheres e se reuniu uma semana depois das primárias da legenda de centro-esquerda, quando Renzi obteve 69,17% dos votos e uma vitória contundente sobre o ministro da Justiça, Andrea Orlando (19,96%), e o governador da Puglia, Michele Emiliano (10,87%).   

Com isso, o ex-premier ganhou direito a 700 delegados na assembleia, enquanto seus adversários ficaram com 212 e 88, respectivamente. "Hoje retomamos uma experiência de povo que não tem medo de recomeçar, colocando as pessoas como prioridade", declarou Renzi.   

Primeiro-ministro entre fevereiro de 2014 e dezembro de 2016, ele renunciou ao cargo após sua derrota no referendo constitucional realizado no fim do ano passado. Em fevereiro de 2017, Renzi também deixou a secretaria do PD, cargo que ocupava desde 2013, e convocou primárias para escolher seu substituto, votação que ocorreu em 30 de abril.   

Ainda dono de grande popularidade, o ex-premier não teve problemas para derrotar Orlando e Emiliano, voltando a liderar o maior partido da Itália. Seu objetivo é retornar ao posto de chefe de governo nas próximas eleições parlamentares, previstas para o início de 2018.   

"Em cinco meses aconteceu de tudo no PD. Assistimos a polêmicas, brigas, divisões, dando a impressão de uma comunidade que só sabe brigar. Não venceu Renzi, Orlando ou Emiliano, mas sim a comunidade que acredita que a política é coisa séria e que o PD não é o lugar onde todos disparam contra o quartel-general", acrescentou o ex-primeiro-ministro, em claro recado a seus adversários internos.   

Além disso, Renzi também garantiu apoio ao governo de Paolo Gentiloni, que pertence ao partido, e tomou distância da discussão sobre possíveis eleições antecipadas, como pede parte da oposição.   

"Há cinco meses dizemos com força que ninguém no PD colocou ou colocará em discussão o apoio ao governo guiado por Paolo Gentiloni, a quem vai nossa amizade, estima e reconhecimento pelo trabalho feito. A duração da legislatura não depende de nós, mas do próprio governo e do Parlamento", ressaltou. (ANSA)
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