Governo Trump busca prova de crimes de imigrantes haitianos

WASHINGTON, 9 MAI (ANSA) - A administração do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está fazendo uma busca sistemática de crimes cometidos por haitianos no país, informou a agência de notícias norte-americana "The Associated Press" nesta terça-feira (9).   

Cerca de 50 mil haitianos fazem parte de um programa humanitário do governo, chamado de "Temporary Protected Status", destinado a receber e proteger cidadãos de países que estão em guerra civil ou que sofreram com grandes desastres naturais.   

O Haiti foi incluído no programa em janeiro de 2010, na administração de Barack Obama, após um terremoto devastar grande parte do território nacional e matar mais de 230 mil pessoas.   

Outras 300 mil ficaram feridas e mais de 1,5 milhão perderam suas casas na tragédia.   

No entanto, de acordo com a agência, ainda não está claro se o governo já tem as fichas criminais e se isso vai significar uma deportação em massa de haitianos.   

As informações, que foram obtidas através de e-mails internos do Serviço de Imigração, mostram que funcionários solicitaram dados criminais com base apenas na nacionalidade e que isso é "extremamente incomum" nesse tipo de caso. Além disso, a troca de e-mails pede ainda informações de diversos tipos de fontes sobre a atual situação do Haiti.   

O programa para os haitianos foi prorrogado por diversas vezes e, agora, tem data de expiração em 22 de julho. No entanto, a administração Trump deve decidir o futuro do TPS até o dia 23 de maio, dando 60 dias de prazo para que os haitianos que morem nos EUA através do programa possam tomar as providências para voltar para seu país-natal. Aqueles que se negarem, serão deportados.   

O governo de Trump tem como uma de suas bandeiras a revisão das políticas de imigração para os EUA e já tentou, em medida que foi vetada posteriormente pela Justiça, impedir a entrada de pessoas de sete países majoritariamente muçulmanos e de bloquear a chegada de refugiados de zonas de conflito.   

Além disso, o presidente mantém sua promessa - que ainda não teve o orçamento aprovado pelo Congresso - de construir um muro na fronteira com o México para impedir, além da entrada de drogas, o fluxo de imigrantes que vem de regiões da América Central e do Sul. (ANSA)
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