Demissão de diretor de FBI estremece clima político nos EUA

NOVA YORK, 10 MAI (ANSA) - A demissão do diretor do FBI, James Comey, anunciada ontem (9) de maneira surpresa pelo presidente norte-americano, Donald Trump, provocou uma série de críticas e reações políticas no país. O opositor Partido Democrata exigiu a nomeação de um novo procurador especial independente para apurar a suposta interferência da Rússia nas eleições presidenciais norte-americanas de 2016, vencidas por Trump, e cujo caso era investigado por Comey. Além disso, o senador Bob Casey pediu que Comey seja ouvido no Congresso para "entender em qual estágio está a investigação sobre a Rússia e a relação com sua demissão" por Trump. Já o senador Richard Durbin solicitou esclarecimentos da Casa Branca sobre como as investigações serão conduzidas a partir de agora.   

Até membros do próprio Partido Republicano criticaram a decisão de Trump de demitir o diretor do FBI. O senador John McCain e um dos nomes mais fortes dentro da legenda confessou que estava "desapontado" com o presidente e apoiou a criação de uma comissão especial de inquérito sobre a Rússia. Apesar da pressão, Trump parece não se arrepender. Em seu perfil no Twitter, o magnata disse hoje que o sucessor de Comey "fará um trabalho muito melhor", levando "prestígio" ao FBI. "Comey perdeu a confiança de quase todos em Washington, tanto republicados quanto democratas. Quando as coisas se acalmarem, eles me agradecerão", afirmou.   

De acordo com jornais norte-americanos, Comey soube de sua demissão pela mídia. O ex-diretor do FBI estava em Los Angelos, reunindo-se com funcionários da agência, quando ouviu a notícia de seu afastamento. Comey chegou a pensar que era uma brincadeira e sorriu. Mas, logo em seguida, pediram para que ele aguardasse em uma sala separada, onde a demissão foi oficializada.   

A demissão do diretor do FMI veio um dia antes da visita oficial do ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, à Casa Branca, que cumprirá agenda nesta quarta-feira em Washington.   

(ANSA)
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