Vila italiana dos '2 mil euros' diz que oferta será nacional

SÃO PAULO, 10 MAI (ANSA) - Após ter recebido milhares de mensagens por conta de sua ideia de pagar 2 mil euros a novos moradores, o prefeito da cidade italiana de Bormida, Daniele Galliano, publicou nesta quarta-feira (10) um texto em sua página no Facebook esclarecendo que a proposta se restringe ao "nível nacional".   

Nos últimos dias, Galliano havia dito que apresentaria à Câmara Municipal um projeto inusitado para conter o esvaziamento populacional do vilarejo, que tem 394 habitantes e fica na região da Ligúria, noroeste da Itália: oferecer 2 mil euros a quem se disponibilizar a morar na cidade.   

Embora ainda não esteja em vigor, a proposta rodou o mundo e atraiu o interesse de pessoas de diversas nacionalidades, inclusive brasileiros. "Este será meu último post, e espero esclarecer. A minha foi uma ideia a ser proposta à Região da Ligúria, com a qual estou em contato, e estendida apenas a nível nacional. No entanto, a notícia foi reportada de maneira errada e alcançou um público mundial", afirmou.   

Um comunicado divulgado no site da Prefeitura de Bormida já dizia que a iniciativa precisaria do apoio financeiro do governo lígure. "A Itália é um país maravilhoso e está em crise econômica, como tantos outros. Hoje sou seguido por mais de 17 mil pessoas, não é possível encontrar ajuda para todos, infelizmente. De qualquer maneira, obrigado pelo interesse", acrescentou.   

Além disso, Galliano apagou seus outros textos no Facebook, incluindo aqueles em que comentava a proposta dos 2 mil euros. O plano do prefeito, segundo comunicado publicado pela administração municipal, é implantar o pagamento a novos moradores a partir de 2018. Em sua última mensagem, Galliano não esclarece se o bônus, caso seja aprovado, valerá para estrangeiros residentes na Itália.   

A cidade já tenta outras maneiras de atrair novos habitantes, como oferecer aluguel de casas a preços entre 50 e 120 euros por meio de licitações públicas - as próximas devem acontecer dentro de dois meses, e as exigências para participar ainda não foram divulgadas.   

Nos anos 1950, Bormida chegou a abrigar cerca de 1 mil habitantes, mas desde então vem sofrendo com o esvaziamento populacional, uma realidade que atinge muitos locais da Itália.   

Em Sant'Alessio in Aspromonte, na Calábria, por exemplo, a Prefeitura tem buscado atrair e integrar refugiados para aumentar sua população. (ANSA)
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