Após negar candidatura, Em Marcha! mostra abertura a Valls

PARIS, 11 MAI (ANSA) - Um dia após ter rejeitado a candidatura de Manuel Valls a um assento de deputado na Assembleia Nacional, o movimento do presidente eleito da França, Emmanuel Macron, disse nesta quinta-feira (11) que não apresentará nenhum postulante na circunscrição do ex-primeiro-ministro.   

A decisão mostra um sinal de abertura a Valls, que é alvo de um procedimento de expulsão do Partido Socialista (PS) por ter anunciado sua intenção de participar das eleições legislativas de junho pelo Em Marcha!, movimento de centro criado por Macron.   

A relação entre o ex-premier e a cúpula do PS já vinha se desgastando havia meses, principalmente após Valls ter dado apoio ao presidente eleito ainda durante o primeiro turno das eleições para o Palácio do Eliseu, abandonando o candidato socialista, Benoît Hamon.   

"Não daremos legenda de nosso movimento a Manuel Valls, mas não colocaremos nenhum candidato em sua circunscrição", declarou o secretário-geral do Em Marcha!, Richard Ferrand. Se for eleito, o ex-primeiro-ministro fará parte da base aliada de Macron, cujo movimento tenta aproveitar o capital político angariado por seu líder para eleger o maior número de parlamentares possível.   

Nesta quinta, o Em Marcha! apresentou 428 candidatos (214 mulheres e 214 homens) para as eleições legislativas, que acontecerão nos dias 11 e 18 de junho, no sistema distrital, majoritário e em dois turnos. Ao todo, a França tem 577 circunscrições, uma para cada assento na Assembleia Nacional.   

Segundo o movimento de Macron, mais da metade de seus postulantes a deputado é proveniente da sociedade civil. "Mais da metade deles nunca exerceu um mandato eletivo. A idade média é de 46 anos, contra os 60 dos deputados em fim de mandato", explicou Ferrand.   

Macron, com 39 anos, foi eleito o presidente mais jovem na história da França e também nunca tinha disputado uma corrida eleitoral. Apesar de o chefe de Estado concentrar muitos poderes e ser o responsável por definir as diretrizes do país, o dia a dia do governo é tarefa do primeiro-ministro, que deve necessariamente refletir a composição de forças no Parlamento.   

Ou seja, se Macron não conseguir construir uma maioria na Assembleia Nacional, pode ser forçado a conviver com um premier de oposição. (ANSA)
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