Rússia prende grupo de ativistas pelos direitos gays

ROMA, 11 MAI (ANSA) - O ativista italiano pelos direitos homossexuais Yuri Guaiana foi preso nesta quinta-feira (11) em Moscou, na Rússia. O homem, membro da associação "Certos Direitos", foi detido enquanto se dirigia à sede da Procuradoria-Geral para entregar um abaixo-assinado contra a situação de gays na Chechênia. Além de Guaiana, outros quatro ativistas russos também foram presos: Alexandra Aleksieva, Marina Dedales, Nikita Safronov e Valentina Dekhtiarenko. Após horas dentro da prisão, o italiano foi solto e irá voltar para a Itália. A petição levada pelo grupo continha mais de dois milhões de assinaturas recolhidas digitalmente para a abertura de um inquérito sobre uma suposta perseguição a homossexuais na Chechênia. O Ministério das Relações Exteriores da Itália foi informado assim que a prisão ocorreu e acompanhou o caso. Um representante da Farnesina se reuniu com o italiano na prisão e disse que ele estava bem.   

Em entrevista à ANSA, o próprio ativista contou que a polícia justificou a detenção como uma prisão administrativa.   

Por sua vez, o ministro da Justiça da Itália, Andrea Orlando, ressaltou que tanto as denúncias na Chechênia quanto as prisões dos ativistas "são preocupantes". Em abril, veio à tona uma denúncia de que a Chechênia mantinha "campos de concentração" de homossexuais. A polícia estaria prendendo gays aleatoriamente e mantendo-os em centros de tortura. (ANSA)
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