Capitão do Costa Concordia perde apelação e irá para prisão

ROMA, 12 MAI (ANSA) - A Corte de Cassação da Itália, a mais alta instância judicial do país, confirmou nesta sexta-feira (12) a condenação contra o capitão do Costa Concordia, Francesco Schettino, a 16 anos e um mês de prisão. Com isso, o responsável pela trágica viagem do dia 13 de janeiro de 2012, que matou 32 pessoas, irá cumprir a pena em regime fechado. Segundo seu advogado, Saverio Senese, Schettino já está em frente ao presídio de Rebibbia, em Roma, e "está pronto para se entregar" às autoridades italianas.   

"Eu me entregarei na prisão porque acredito na Justiça", disse logo após receber o veredicto.   

A decisão de hoje põe fim a uma maratona judicial que teve a primeira condenação do "capitão covarde", como o italiano ficou mundialmente conhecido, em 11 de fevereiro de 2015.   

Naquele dia, o Tribunal de Grosseto aplicou a primeira condenação, em pena que foi confirmada pela Corte de Apelação de Florença. O procurador-geral Francesco Salzano, porém, pediu novamente a ratificação da pena como forma de esgotar o processo em todas as suas instâncias.   

O acidente com o navio ocorreu após uma manobra errada de Schettino. Com isso, o barco tombou e atolou na ilha italiana de Giglio. O então capitão deixou a embarcação antes de prestar assistência aos passageiros e à tripulação, em um ato considerado negligente pela Justiça. Na trágica viagem, o Costa Concordia levava 3.216 passageiros e 1.013 membros da tripulação. Atualmente, o navio está na fase final de desmantelamento, em uma operação que custou milhares de euros. (ANSA)
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