Maduro pagou US$11 milhões em caixa 2 por campanha de Chávez

CARACAS, 12 MAI (ANSA) - A esposa do marqueteiro João Santana, Mônica Moura, afirmou nesta quinta-feira (11), em acordo de delação premiada, que recebeu recursos em caixa dois diretamente das mãos do atual presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em 2012, época em que o mandatário era Ministro das Relações Exteriores. De acordo com Moura, Maduro pagou "por fora" US$11 milhões pela campanha do então presidente Hugo Chávez à reeleição, o equivalente a aproximadamente R$34,4 milhões. Além disso, ela disse que o venezuelano ficou com uma dívida de US$15 milhões , que nunca foi paga.   

A marqueteira ainda afirmou que também recebeu outros US$9 milhões de empreiteiras para realizar a campanha de Chávez.   

Segundo a delação, além do pagamento em espécie, Maduro, que à época era chanceler, exigiu que a empresa dela recebesse "quase todos os valores" pagos pela campanha via caixa dois. No documento entregue às autoridades, os "anexos" dizem que "parte desse valor não contabilizado foi paga em espécie, entregue em Caracas diretamente a Mônica Moura pelo chanceler Nicolás Maduro, na própria sede da Chancelaria".   

Na ocasião, "Maduro recebia Mônica em seu próprio gabinete, entregava-lhe pastas com dinheiro e providenciava escolta para lhe dar segurança no percurso da Chancelaria à produtora", diz um trecho do documento.   

Mônica Moura ainda afirmou que a maior parte dos pagamentos foram feitos pelas empreiterira Odebrecht e Andrade Gutierrez.   

"A empresa Odebrecht arcou com cerca de US$ 7 milhões, valor referente ao trabalho executado pela Polis Caribe [agência de publicidade], e a Andrade Gutierrez pagou US$ 2 milhões, através de depósito na Suíça, na conta Shelbill, referente ao valor do projeto político da campanha cobrada por João Santana, como pessoa física", acrescenta o texto.   

Segundo ela, o então embaixador da Venezuela no Brasil, Maximiliano Arvelarz, "foi o principal articulador e fiador da campanha de Hugo Chávez em 2012". Além disso, o ex-ministro José Dirceu "participou das primeiras reuniões políticas em Caracas, fazendo, a pedido do embaixador, um ele de ligação da equipe de estratégia política da Polis com o comando estratégico da campanha de Chávez". (ANSA)
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