China apresenta Nova Rota da Seda com investimento bilionário

PEQUIM, 15 MAI (ANSA) - O presidente da China, Xi Jinping, prometeu no último domingo (14) investir US$124 bilhões em seu ambicioso plano global para a Nova Rota da Seda, durante um fórum internacional, que reuniu representantes de 30 países, incluindo chefes de Estado e governo. Durante a reunião de dois dias, Jinping relembrou o significado histórico das antigas rotas comerciais que uniam leste e oeste, e as relacionou com o plano que Pequim promove desde 2013. A iniciativa da Nova Rota da Seda tem o objetivo de criar vias de comércio ligando a Ásia à América, à Europa e a África. A intenção é aprofundar um caminho de paz, de inclusão mundial e de prosperidade para todos através do comércio livre. "Uma estrada para a paz e prosperidade poderá ser alcançada se todos os envolvidos fizerem um esforço conjunto", disse o mandatário chinês à imprensa.   

Segundo ele, a iniciativa também poderá garantir uma economia global aberta, relançar a globalizaçãoo e abrir caminho à liberalização do comércio, garantindo apoio a um desenvolvimento "verde" e de baixa produção de gases de estufa e sustentável em termos ambientais.   

Também conhecido como "Um Cinturão e uma Rota", o projeto é "complementar" com iniciativas na região eurosiática a fim de melhorar as conexões e promover o comércio e desenvolvimento.   

Entre os líderes presentes no fórum estavam os presidentes do Chile, Michelle Bachelet, da Espanha, Mariano Rajoy, e o russo Vladimir Putin, que afirmou estar pronto para participar ativamente da implementação deste projeto global.   

"Todos os projetos propostos correspondem às tendências do desenvolvimento moderno, eles são extremamente necessários e têm grande demanda. Por isso é que a Rússia não só apoia o projeto "Um Cinturão e uma Rota", mas participará ativamente de sua implementação juntamente com os parceiros chineses e, claro, com todos os outros países interessados", explicou Putin.   

De acordo com o chefe de Estado russo, a iniciativa é importante porque leva em consideração as tendências da atualidade da economia global, refletindo a necessidade comum de coordenação de vários processos de integração no continente euroasiático e em ouras regiões do mundo.   

"É importante que todas as estruturas de integração, tanto as já existentes na Eurásia como as recém-formadas, se baseiem em regras universais e mundialmente reconhecidas, acrescentou Putin.   

O projeto global de transportes e telecomunicações planejado por Pequim contará com um investimento bilionário, que envolve dois principais financiadores: o Banco de Desenvolvimento da China (DCB) e o Banco Chinês de Exportações e Importações (EXIM).   

Com ferrovias de alta velocidade, redes de internet, portos e estradas, a China acredita que vá aumentar sua influência política e econômica especialmente na Ásia. (ANSA).   

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