Trump teria revelado informação secreta para ministro russo

WASHINGTON, 15 MAI (ANSA) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria revelado uma informação altamente confidencial para o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serghei Lavrov, e para o embaixador de Moscou nos EUA, Serghei Kisliak, informou o jornal "The Washington Post".   

Segundo fontes citadas pela publicação, que seriam diretores e ex-dirigentes norte-americanos, a revelação de Trump coloca em risco o trabalho de um "espião" do país sobre o grupo terrorista Estado Islâmico (EI). A informação, que não foi revelada pelo jornal, tem a ver com as ameaças do uso de laptops em aviões.   

De acordo com o "WP", a informação tinha sido repassada por um parceiro dos EUA através de um acordo para o compartilhamento de informações de Inteligência. A informação era de tal importância que sequer os governos aliados dos norte-americanos tinham sido notificados sobre ela e era considerada altamente secreta até mesmo internamente em Washington.   

Depois da revelação, membros da Casa Branca teriam tomado medidas para "conter os danos" dessa informação, convocando reuniões com a CIA e a Agência Nacional de Segurança (NSA). No encontro, os funcionários informaram que "Trump revelou mais informações ao embaixador russo do que o que nós dividimos com nossos aliados".   

O temor é que as informações repassadas por Trump podem ajudar a Inteligência russa a localizar quem são os "espiões" norte-americanos em uma cidade síria, que não foi divulgada pelo jornal para evitar ainda mais danos.   

O portal "Buzzfeed" também confirmou a informação com outros dois funcionários da administração Trump e disse que o que foi revelado "é muito pior do que foi escrito até agora".   

Oficialmente, a Casa Branca ainda não se manifestou. Mas, o conselheiro para a Segurança Nacional. H.R.McMaster, negou que o presidente tenha repassado informações confidenciais durante a reunião.   

"Eles examinaram as ameaças comuns das organizações terroristas, incluindo as de aviação. Nunca foram discutidos fontes ou métodos de Inteligência e não foi revelada nenhuma operação militar que não fosse conhecida publicamente", afirmou o conselheiro.   

Outro fato do encontro é que o presidente Trump impediu que a imprensa norte-americana acompanhasse ou fotografasse o encontro no Salão Oval na Casa Branca na última semana e que apenas um repórter russo teve a permissão para entrar no local. (ANSA)
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